
Entretanto, um dia, o velho teatro é substituído por outro, mais moderno. E ninguém se lembrou de informar O Ponto do que estava por acontecer...
Veja a seguir um trecho do espetáculo:
Produção: ![]()

Zeca começou sua carreira compondo melodias e músicas para peças infantis de teatro, onde se destacou pela qualidade de suas letras. Foi morar em São Paulo, onde dividia um apartamento com seu parceiro musical Chico César.
Apesar de sua carreira musical já existir 12 anos antes de gravar seu primeiro disco em 1997, seu salto para a fama foi em sua participação no Acústico MTV de Gal Costa com a canção "A Flor da Pele", com a qual alcançou projeção nacional.
Nos anos seguintes gravou mais cinco discos com participação de outros cantores do Brasil, muitos dos quais são seus parceiro em composições como: Chico César, Rita Ribeiro, Lobão, O Teatro Mágico, Arnaldo Antunes, Zé Geraldo, Paulinho Moska, Lenine, Fagner, Zeca Pagodinho e Zé Ramalho.
Sua música deriva de ritmos tradicionais brasileiros como: samba, pagode, baião com elementos do rock, pop e música eletrônica com um modo muito particular de tocar violão. Suas letras contém, de forma inteligente, humor e poesia.
fonte: wikipedia

De acordo com boletim divulgado pela assessoria de imprensa do hospital, o estado de saúde de Bortolotto é grave.(fonte: Abril.com)
Mas principal e extremamente grave também, é a situação em que vivemos em todos os cantos deste país, em que não podemos sair para as ruas com a certeza de que voltaremos para casa sem sofrer algum tipo de violência.
Já ouvimos um milhão de 'bastas" a cada crime marcante que ocorre, mas nada acontece. O crime no Brasil é uma bola de neve rolando encosta abaixo, crescendo à olhos vistos, e ninguém tem peito de tomar uma atitude enérgica para estancar esse crescimento.
Todos nós estamos à mercê desses bandos de marginais para os quais a vida humana vale uma cheirada de pó.
Nós precisamos de super-heróis. Não aqueles dos almanaques. Não aqueles indestrutíveis. Mas homens de carne e osso, culhões, saco-roxo, que peitem esse descalabro em que se encontra segurança em nosso país. Homens comprometidos com a raça humana, com a retidão, com o bem-estar do povo. Não essa corja de políticos ladrões que para o seu enriquecimento pessoal e ilícito certamente está mancomunada com o crime. Mancomnunada com o crime, sim, senhor, pois roubando vergonhosamente o dinheiro do povo, que deveria ser investido em segurança pública, está permitindo que o crime invada como água cada cantinho do país, cada frestinha dos estados, das cidades, dos bairros, das ruas, e das nossas casas. Assim como invadiram um cantinho que os Parlapatões criaram com muito trabalho, amor e suor, para a cultura e para a alegria e atiraram sem piedade deixando caídos no chão Mário Bortolotto, Carlos Carcarah e um pedaço da nossa cultura. Uma parte do nosso teatro.
Não adianta mais um basta no milhão de bastas que já foram esquecidos. É hora de atitude. No ano que vem teremos votação e nas urnas é que devemos dar o nosso basta. Chega de corrupção e promessas. Queremos atitude. Queremos dignidade. Queremos viver!
Como certamente o quer Mario Bortolotto. Rezamos para que ele se restabeleça e nos brinde novamente com a sua voz no "Saco de Ratos" e com sua dramaturgia.
Abaixo, reproduzo o último post de Mário, com trechos incrivelmente proféticos em seu Blog Atire no Dramaturgo, no dia 04/12.
A DIFICULDADE DE IR ATÉ A ESQUINA E ESSE GOSTO DE PASSPORT PRO INFERNO
Entendam que é difícil pra mim. O telefone toca, mas eu não quero levantar. Deixei "Stranded" do Van Morrison no repeat. Tem uma igreja medieval em cima da minha barriga e algumas orações que aprendi com meus avós na minha cabeça, mas parece que elas não me valem nada. Ainda sinto o gosto do Passport pro inferno. Preciso parar de ir pro Estrela da Roosevelt (o último refúgio que nem sempre nos recebe muito bem). Vou jantar com o Lobo e com a Mariana. Bons presságios. Acho que vou ganhar um Jameson hoje. Um Green Label na minha casa e eu bebendo Passport pro inferno. Eu voltei pro bar hoje. Eu sempre volto pro bar. Os amigos não acreditam quando me vêem entrando pela porta, de novo. Noite boa a de ontem. Grande show. Divertido pra caralho. Emocionante quando tinha que ser e divertido na hora certa. Os amigos se divertindo na platéia. E eu voltei pro bar. Quando ninguém mais acreditava que eu pudesse voltar. Eu tinha tudo pra não voltar, né? Mas eu sempre volto. Hoje recebo mensagens de outros amigos. Mas não quero levantar. Já ouviram "This love of mine" do Van Morrison?
A seguir, Mário em: Me gustán las muchachas putanas...
Mário em entrevista para o programa "Sem Frescura" de Paulo Cesar Peréio:
PRIMEIRA PARTE
SEGUNDA PARTE
Hoje, as notícias de amigos que acompanham Mario, são mais animadoras. Mario reage bem e apresenta quadro estável, inclusive acordou no meio da noite e demonstrou reações hoje ao ver sua filha.