outubro 27, 2007

Obrigado ao público que compareceu para assistir O Sinaleiro Amarelo.

Gostaria de agradecer ao público que compareceu ao Teatro Nelson Rodrigues ontem, superando as nossas expectativas, tendo em vista o caos que São Paulo se encontrava ontem .

O Adilson também ficou preso no trânsito e ainda bem que saiu de casa com bastante antecedência, pois senão haveria atraso para o início da peça.

Foi gratificante a resposta do público que compareceu, rindo muito e aplaudindo entusiasticamente a competente interpretação do Adilson.

Na pesquisa que distribuimos obtivemos 96% de excelente e 4% de ótimo nas avaliações. Fantástico!

Obrigado a todos. Agora São Paulo em 2008. Até lá, Com Tutti Buona Gente e com O Sinaleiro Amarelo.

Baitabraço.


Postado por Nelson Natalino em 11:05 PM | Comentários (0)

outubro 23, 2007

Última apresentação do Sinaleiro Amarelo no Teatro Nelson Rodrigues

Esta é a última oportunidade para assistir ao Sinaleiro Amarelo – uma fotonovela teatral, em Guarulhos, no Teatro Nelson Rodrigues.
Uma interpretação solo de Adilson Jr., num espetáculo multimídia.
A apresentação será dia no próximo dia 26 sexta-feira, às 21 horas. Venha assistir.
Ingressos a preços populares:
Inteira R$ 10,00 e meia a R$ 5,00.

Leia a sinopse abaixo:

Sinaleiro Amarelo sinopse 02.jpg

Para mais informações acesse o site da peça clicando aqui.

Postado por Nelson Natalino em 09:08 PM | Comentários (1)

outubro 17, 2007

Mais duas semanas de espetáculos em Guarulhos

Nesta sexta-feita, às 20:30 hs. estaremos com o Marcos Plonka ( o Samuel Blausntein da Escolinha do Prof. Raimundo) no Teatro Nelson Rodrigues. Venha rir com as piadas inteligentes do humor judeu de Plonka.

folheto fazemos qualquer negócio.jpg


Quier pagar mais barato? Clique e imprima a filipeta


Na proxima sexta-feira dis 26 é novamente a vez do Sinaleiro no Teatro.

A estréia do Sinaleiro Amarelo foi um sucesso, o público adorou o formato da fotonovela teatral e também o final surpreendente.

Se você ainda não assistiu essa experiência única venha ver a última apresentação dia 26/10 no Teatro Nelson Rodrigues em frente ao Lago dos Patos em Guarulhos.

No convite está marcado para começar as 20:30h, mas devido ao velho trânsito de São Paulo, somente na sexta-feira dia 26/10, vamos começar as 21:00h, para vc chegar bem tranquilo ao Teatro e curtir O Sinaleiro Amarelo.

Postado por Nelson Natalino em 05:35 PM | Comentários (0)

outubro 13, 2007

A Janela

janelagirassol.jpg
Não basta apenas ser uma janela de uma folha com trinco único de correr , em ferro.
Há que ser caiada no mesmo vai e vem indolente das cerdas na parede de tijolos, sem que nem mesmo se perceba a abrupta mudança do material e do relevo caiado.
Depois, enfia-se a brocha Nº 2 mergulhada na tina de cal, entre as saliências talhadas na madeira para que o branco se espalhe por igual. Duas demãos do mesmo processo.
Aguarda-se então, tempo suficiente para que a cal virgem misturada à água em partes exatas, firme a pintura e empreste a textura de sua alva candura à exigência dos olhares que nela hão de pousar.
Permite-se que no peitoril se coloque um pequeno vaso com um girassol, onde nas tardes mais lindas de primavera e nas manhãs mais frias de inverno, ao seu lado há de se debruçar uma donzela de olhos negros. A mesma, que abrirá a janela todos os dias assim que o sol raiar, quarto de hora após o canto do galo de plumagens vermelhas e crista orvalhada de pintas brancas.
Permite-se ainda que seja reproduzida em quadro de tinta à óleo. Desde que atenda a exigência de ser pintado com muito amor.


Postado por Nelson Natalino em 10:31 PM | Comentários (0)

outubro 09, 2007

A TRAGÉDIA NEM SEMPRE É GREGA (revisitado)

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O pessoal gosta de tragédia, né?
Acho que faz tempo que isso acontece... Por isso Sófocles fez tanto sucesso.
Escreveu e encenou tragédias e o teatro era a única forma de comunicação em massa. Massa? Nem tanto. Naquela época, não havia rádio, TV, Internet, satélite, nada disso.
A tragédia era encenada, contada boca a boca, até que ia perdendo a força, perdendo o interesse e morria quando alguém simplesmente não se interessava pelo assunto e jogava a história no esquecimento.

O tempo com certeza destruiu muitos registros da nossa história e ainda hoje, certamente, caminhamos sobre milhões de informações que os anos soterraram.
De tragédia em tragédia, a humanidade caminha (pisando informações soterradas) a passos largos para onde? Ninguém arrisca um palpite. É difícil mesmo.

A lei do mais forte estará se instalando no planeta terra?
Os fatos estão mostrando isso. Mas por outro lado, apontam para grandes manifestações de paz, como nunca dantes registradas. Parece estar havendo uma conscientização humanitária para combater heróica e espiritualmente as expressões negativas que vem surgindo, como nós próprios estamos tetemunhando e registrando na nossa escrita visual e globalizada atual, para os nossos descendentes.

Estamos certamente passando por um período histórico de transição. E toda transição tem dois lados. Há necessidade de definirmos de que lado queremos estar e adotarmos nossas estratégias de ação.

Parece que os cavaleiros do apocalipse, não precisam necessariamente se apresentar ombro a ombro, nem tampouco num mesmo momento. Eles vem chegando, se alojando e deixando atrás de si rastros para serem seguidos.

Desta forma, essas tragédias que temos testemunhado nos últimos séculos parecem predecessoras de um tempo de paz e bonança, quando poderemos dizer: O paraíso é aqui. Porque aqui mora a felicidade. Ou não, como diria o Caetano.

Postado por Nelson Natalino em 04:16 PM | Comentários (0)

outubro 03, 2007

Livro amigo...

Íamos sair, eu e a Bi, minha filha com síndrome de Chaplin. A dureza é que teríamos de encarar 2 horas de ônibus pela cidade. antes de sair, uma parada no corredor, de frente para a estante com os livros. Selecionei um entre aquels bons, separados para uma segunda leitura. Todas as festas felizes demais, me fez feliz novamente. Que festa! Assim o trânsito caótico pode rolar lá fora à vontade. Fui relendo meu amigo Fábio. Feliz. Como se fosse realmente uma festa. Você ainda não leu FDR????

Postado por Nelson Natalino em 10:53 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2007

Palavras ao vento

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A palavra soa frágil na ponta rollerball da minha Bic cristal.
Talvez, para que ganhasse credibilidade, fosse necessária a intervenção de uma pena adornada pela pluma de um pavão, um tinteiro com tinta azul lavável, onde cuidadosamente a pena fosse mergulhada para transformar o azul royal líquido em palavra concreta, sob a tênue luz das velas espetadas em família de quatro no castiçal de prata escurecida. Houvesse ainda o complemento de uma túnica em tons de cinza jogada sobre o meu corpo magro, uma toalha de organdí puída pelo tempo jogada sobre a mesa, livros com seus títulos escondidos sob uma camada de poeira, chinelos com solado de couro e um globo com o velho Mediterrâneo voltado para a face norte, talvez se concedesse mais propriedade às palavras, antes que elas adentrassem no túnel infinito dos meios magnéticos.


Nós, os deuses mortais de carne, reinventamos a comunicação, o tempo e o meio.
Revisitamos a vida.
Reinventamos o jeito, onde sussuramos palavras digitais que se espalham em tempo real através de um megafone universal do tamanho do mundo.

Hoje, as palavras jogadas ao vento, desabam nas mesas de presidentes e sheiks, monarcas e putas, padres e donzelas e loucos, vagabundos e burocratas, enfim... se espalham como fogo na pólvora, sem bater na porta, sem pedir licença, sem aquele velho bornal encardido do mensageiro.


Nós reinventamos o papel do papel.


Mero figurante, se rende, humilde, sujeitando-se a ser tão somente eventual e reles portador das palavras.
Saudosista e melancólico estende seus olhos para trás e relembra o romantismo das cartas perfumadas entregues sorrateiramente.



Não é dado o direito, nem a mim nem a ninguém, a nenhum dos deuses mortais, do atrevimento de soprar e apagar as velas dos velhos castiçais. Não.

O tempo consome a vela.

Entre seitas, dógmas e parábolas, algum dia, um ancião, venerado entre os deuses, arrastará sua cadeira , riscando o assoalho com um rangido estridente, para sentar-se, escrever suas últimas palavras num velho e tosco caderno amarelado, fechará os olhos e aguardará que suas palavras ganhem a eternidade e a posteridade.
Quando o vento bater entre os espaços da veneziana, se dará ao trabalho que não nos é permitido.
E das trevas sempre se fará luz.



Postado por Nelson Natalino em 03:48 PM | Comentários (0)