novembro 30, 2005

Revisitando Palavras ao vento

pena.bmp

A palavra soa frágil na ponta rollerball da minha Bic cristal.
Talvez, para que ganhasse credibilidade, fosse necessária a intervenção de uma pena adornada pela pluma de um pavão, um tinteiro com tinta azul lavável, onde cuidadosamente a pena fosse mergulhada para transformar o azul royal líquido em palavra concreta, sob a tênue luz das velas espetadas em família de quatro no castiçal de prata escurecida.

Houvesse ainda o complemento de uma túnica em tons de cinza jogada sobre o meu corpo magro, uma toalha de organdí puída pelo tempo estendida sobre a mesa, livros com seus títulos escondidos sob uma camada de poeira, chinelos com solado de couro e um globo com o velho Mediterrâneo voltado para a face norte, talvez se concedesse mais propriedade às palavras, antes que elas adentrassem no túnel infinito dos meios magnéticos.


Nós, os deuses mortais de carne, reinventamos a comunicação, o tempo e o meio.
Revisitamos a vida.
Reinventamos o jeito, onde sussuramos palavras digitais que se espalham em tempo real através de um megafone universal do tamanho do mundo.

Hoje, as palavras jogadas ao vento, desabam nas mesas de presidentes e sheiks, monarcas e putas, padres e donzelas e loucos, vagabundos e burocratas, enfim... se espalham como fogo na pólvora, sem bater na porta, sem pedir licença, sem aquele velho bornal encardido do mensageiro.


Nós reinventamos o papel do papel.


Mero figurante, se rende, humilde, sujeitando-se a ser tão somente eventual e reles portador das palavras.
Saudosista e melancólico estende seus olhos para trás e relembra o romantismo das cartas perfumadas entregues sorrateiramente.



Não é dado o direito, nem a mim nem a ninguém, a nenhum dos deuses mortais, do atrevimento de soprar e apagar as velas dos velhos castiçais. Não.

O tempo consome a vela.

Entre seitas, dógmas e parábolas, algum dia, um ancião, venerado entre os deuses, arrastará sua cadeira , riscando o assoalho com um rangido estridente, para sentar-se, escrever suas últimas palavras num velho e tosco caderno amarelado, fechará os olhos e aguardará que suas palavras ganhem a eternidade e a posteridade.
Quando o vento bater entre os espaços da veneziana, se dará ao trabalho que não nos é permitido.
E das trevas sempre se fará luz.




Postado por Nelson Natalino em 04:18 PM | Comentários (4)

novembro 29, 2005

Duas palavras

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Duas palavras, duas palavras, eu digo.
Apenas duas, disseram
Duas, tão somente duas, bordaram.
Não com as mãos do corpo. Mas com aquelas da alma, da fé, do orgulho e da esperança.
Duas palavras. Essas mesmas duas, foram-se apagando, tristes, esperando nascerem brasileiros que leiam duas palavras apagadas e as entendam.
Sugere-se bordá-las em branco.
As duas palavras
Protegendo-as.
Bordá-las em branco, com fé e esperança que nasçam homens capazes de tingí-las novamente de azul, mas tão somente quando deixarem de ser motivo de chacotas dentro do próprio território onde, lema, tremulam como pendão.

Postado por Nelson Natalino em 12:17 AM | Comentários (0)

novembro 24, 2005

BdP na Europa!!!

Incrível!

O Milton gostou tanto da brincadeira que engatou uma 5ª, encheu uma mala com exemplares do Blog de Papel e organizou o lançamento do livro na Europa.

Milton.jpg

A programação é a seguinte:

25/11- Madrid
27/11- Roma
29/11 - Verona
30/11 - Veneza
2/12 - Riva del Garda
4/12 - Milão

Quer os endereços? Ele promete divulgá-los.

Postado por Nelson Natalino em 03:18 PM | Comentários (2)

novembro 23, 2005

Falando ainda sobre o Lançamento do BdP / SP


bdpeople.jpeg



Tá bom, tá bom. Dei uma passada geral nos blogs do pessoal e tá todo mundo falando.
Fiquei morrendo de inveja, confesso. Tentei evitar, mas não consigo ficar sem falar sobre o lançamento do BdP na Primavera dos Livros em São Paulo.

Foi do caráleo conhecer esse pessoal todo que participou conosco desse projeto. Eu me senti gratificado por poder estar ao lado dessa gente simpática, inteligente (e como disse o Inagaki, parafraseando o Lulú), fina, elegante e sincera. Andamos pela Paulista, tomamos cerveja, rimos e nos divertimos a valer.
Na Oca o entrosamento foi tanto que parecia ser um grupo que se conhecia há décadas! Poucos ali já haviam estado juntos pessoalmente alguma vez na vida. O astral do grupo ultrapassava as galáxias tantas vezes projetadas no teto do Planetário.
Notei que algumas pessoas que vinham colher os autógrafos, do Ina, do Marco Aurélio, da Fal, olhavam para eles como se olha para ídolos e saiam lendo seus autógrafos como se levassem junto com o BdP um troféu.
Nelson Moraes. Ah! Xará! Você e o Milton só poderiam ter esse sorriso largo e sincero que exibiram o tempo todo, aliado ao bom humor , carinho e solicitude que vocês distribuíram fartamente.

Mas... tem uma bronca para o Milton: Bah, Tchê! Deverias ter trazido as gurias Ticcia e Ane Aguirre! Guardaste a beleza delas só pra ti, guri!

Por outro lado, tenho que agradecer uma coisa a vocês: Terem me apresentado essa figura sensacional que é o Luiz Biajoni. Esteve o tempo todo com o pessoal do BdP e não deixou a peteca cair um instante sequer, tendo sempre uma frase, uma brincadeira ou uma piada muito bem colocados no momento exato. Você que está lendo este post, divirta-se lendo a saga do Biajoni para chegar até a Primavera do livro. (Tem um título simples: primavera dos... [ou] o auto do compadecido [ou] um bando de gente boa e a falta de energia que uma noite mal dormida provoca [ou] alakazan, bom mesmo é coca com rum: bebida de capitalista e bebida de pirata) Leia. Vale a pena.

Arquimimo Novaes! Mestre. Com seu jeitinho tímido, chegou quietinho do Rio e conquistou a todos que com ele estiveram. Este também estampa no rosto um sorriso sincero, daqueles que sabem ser amigos. O Marco Aurélio Brasil, chegou um pouco mais tarde, mas reinou soberano desde que chegou. Esteve sempre nas “alturas”.

Maira Parula e Edson Marques, meu caros, vocês não sabem o que perderam... De vocês ficou o desejo de abraçá-los pessoalmente.

Eu e o Fábio Danesi de repente nos pegamos falando de um amigo do peito em comum. O Dennis D., que para minha honra ilustrou meu conto. Não fosse o impedimento da sua editora, teria também participado como escritor (exímio que é nesse mister) – esse, embora estivesse aqui ao nosso lado, tínhamos certeza de que não viria ao encontro, avesso que é a público que exceda duas pessoas numa mesa com uma boa garrafa de bourbon Blanton's ao centro.

Não poderia deixar de citar aqui a presença das duas competentíssimas ilustradoras : Pierella Bedoyan ( ilustrou o conto do Milton) e Isabelle Seixas (autora da capa do BdP) que certamente deram um toque especial ao emprestar sua beleza para as fotos junto ao pessoal.

Gostaria também de registrar o meu agradecimento ao Pessoal do Grupo Câmaradagem ( Nélio, Ronnie, Davi, Pietro, Giovanna, Kaio, Carla, Joel, regidos por Vitor Castellano) que nos brindaram com sua música, à Tereza que se desdobrou para que o pessoal pudesse se apresentar e também à Bianca, minha fotógrafa oficial, que clicou com competência todos os momentos desse encontro.

Finalmente, resta um agradecimento especial à Alê Felix, que como boa anfitriã, soube nos acolher e reunir dentro dessa casinha de letras chamada Blog de Papel.


Postado por Nelson Natalino em 08:24 PM | Comentários (3)

Mude e Marque

Pegando uma carona no tema predileto do meu amigo Edson Marques, reproduzo texto enviado pelo meu afilhado na blogsferaFernando Zen

Ah! Importante! O texto MUDE de Edson Marques, atribuido à Clarice Lipector indevidamenfoi publicado pela primeira vez em livro, no nosso Blog de Papel. Aí está mais uma forte razão para que você compre o LIvro.

Bem vamos ao texto:

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar
(ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar
de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...
São apagados de sua noção de passagem do tempo...

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir-as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M ( Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais
longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.



Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de são Paulo)

Postado por Nelson Natalino em 12:23 PM | Comentários (0)

novembro 22, 2005

Lançamento do BdP em Sampa

No sábado tivemos o lançamento do BdP em São Paulo. Foi gratificante ver o livro tornar-se realidade e principalmente conhecer pessoalmente os autores que lá estiveram.

A Bianca foi minha fotógrafa especial para documentar a noite de autógrafos.

Se quiser ver as fotos, é só clicar aqui.

Postado por Nelson Natalino em 03:00 AM | Comentários (0)

novembro 16, 2005

Blog de Papel - Lançamento

Clique aqui e veja as fotos do lançamento em PORTO ALEGRE no sábado passado. As fotos são do acervo da Ane Aguirre.

Debate sobre literatura na Internet na Feira do Livro de Porto Alegre

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Próximas cidades onde teremos o lançamento do BdP

FLORIANÓPOLIS-SC

Dia 16 de Novembro (quarta-feira), às 19 horas na Livraria Catarinense
Shopping Beiramar - Piso Joaquina - Lojas 247 e 248
Fone Geral: (48) 3271-6000

CURITIBA-PR

Dia 17 de Novembro (quinta-feira), às 19 horas na Livraria Curitiba
Shopping Curitiba - Piso L1 - Loja 126 - Batel
Telefone: (41) 3219-5560

GOIÂNIA - GO

Dia 18 de Novembro (sexta-feira), às 19 horas na
Livraria Siciliano - Flamboyant Shopping Center.
Av. Jamel Cecílio, 3300 - Piso Térreo.
Tel.: (62) 546-2094

SÃO PAULO

VOCÊ ESTÁ CONVIDADO - COMPAREÇA!!!

Postado por Nelson Natalino em 12:55 PM | Comentários (1)

novembro 10, 2005

Hoje - lançamento do livro Palavra em Prisma em Guarulhos - Também estou aqui...

+narrador e sua voz.gif

Hoje às 19:30 lançamento do Livro PALAVRA EM PRISMA editado pela Secretaria da Cultura de Guarulhos, reunindo escritores Guarulhenses.
Estou também nessa edição com dois contos.
O lançamento faz parte das festividades de aniversário da Biblioteca Monteiro Lobato.
Quem estiver por perto e quiser passar por lá para nos dar um abraço...

65 anos da Biblioteca Monteiro Lobato

Rua João Gonçalves, 439, centro, Guarulhos, SP


Programação Oficial – 10/11/2005

Auditório Pedro Dias Gonçalves
09h30
Abertura oficial do evento
Apresentação musical e recital com interpretação de textos produzidos pelos
funcionários da Biblioteca Monteiro Lobato
10h
Encontro com Júlio Emílio Braz (escritor de literatura infanto-juvenil)
13h30
Apresentação musical e recital com interpretação de textos produzidos pelos
funcionários da Biblioteca Monteiro Lobato
14h
Encontro com Elisa Campos Machado (bibliotecária e mestre em Ciência da
Informação e Documentação na USP)
Tema: O futuro das Bibliotecas Públicas
19h30
Lançamento do livro “A Palavra em Prisma – Contos e Crônicas”

Postado por Nelson Natalino em 04:07 AM | Comentários (3)

novembro 06, 2005

Blog de Papel - Novidades



Postado por Nelson Natalino em 04:39 AM | Comentários (4)

FRASE DO DIA







Postado por Nelson Natalino em 01:55 AM | Comentários (1)

Abduzindo inteligência



Trouxe gente nova. O mundo dos blogs, fica um pouco mais rico a partir de agora...


Seja bem-vindo, Fernando!



Postado por Nelson Natalino em 01:53 AM | Comentários (0)

Encontrei trancado em uma gaveta que abri...

Se me sinto assim, entre os demônios da vida,
Bastando-me só, porém de ti precisado,
vem assombrar-me a vontade do grito calado
A maldade que vem e se cabe, de tão descabida

Não apraz olhar-se o vento pois nada se vê,
Ou cantar as canções que só ninam adultos
Nas sombras que aos olhos se fazem só vultos
Perdi-me outra vez sem nem como ou porquê

Conta-me a lua em ondas de luz
Segredos que alguém não ousou me contar
Contou dos demônios que vêm me atiçar
Da pele tão clara que vem e seduz

E é isso que perdido me faz mais me perder
São as tuas palavras tão lidas, não ditas
Que vagam na mente sombrias, noturnas malditas
Que me mostram caminhos que não sei percorrer

Não quero bastar-me, tampouco eu quero
Que reste um perfume um desejo que reste
Uma sombra despida que aos poucos se veste
Ou um pedaço de ti, pois que inteira te espero

...

Postado por Nelson Natalino em 01:51 AM | Comentários (1)

Relatório de vôo


Após cada vôo, os pilotos preenchem um formulário, comunicando aos mecânicos em terra qualquer problema que o avião tenha tido durante o vôo.

Os mecânicos o lêem e corrigem o problema, e, na metade inferior do formulário, descrevem a solução que foi adotada. O piloto revê o relatório antes do vôo seguinte.

Que não se diga que o pessoal de terra e os engenheiros não
tenham senso de humor. Aqui estão alguns problemas reais de manutenção submetidos
pelos pilotos e as soluções registradas pelos engenheiros.

(P = problema acusado pelo piloto)
(S = solução adotada pelo engenheiro em terra)

P: Pneu esquerdo principal interno quase precisando de substituição.
S: Pneu esquerdo principal interno quase substituído.

P: Teste de vôo OK, exceto pelo piloto automático, que pousa mal o avião.
S: Piloto automático não instalado nessa aeronave.

P: Alguma coisa está solta no cockpit.
S: Alguma coisa foi apertada no cockpit.

P: Besouros mortos no para-brisa.
S: Besouros vivos já encomendados.

P: Piloto automático não mantém nível, produzindo ascensão de 200 pés por minuto.
S: Não pudemos reproduzir o problema no solo.

P: Evidências de vazamento no trem de pouso.
S: Evidências removidas.

P: As travas de fricção estão prendendo os controles.
S: É para isso que servem as travas de fricção.

P: IFF inoperante.
S: IFF sempre inoperante quando DESLIGADO.

P: Suspeitamos de trinca no para-brisa.
S: Suspeitamos de que vocês estejam certos.

P: Motor número 3 perdido.
S: Após breve busca, motor número 3 localizado na asa direita.

P: A aeronave se comporta de modo engraçado.
S: A aeronave foi advertida para se comportar, voar direito e ficar séria.

P: O radar faz ruído fora de tom.
S: Radar reprogramado para executar tons líricos.

P: Rato no cockpit.
S: Gato prontamente instalado.

Postado por Nelson Natalino em 01:47 AM | Comentários (1)

LANÇAMENTO DO LIVRO BLOG DE PAPEL COM DATAS E LOCAIS MARCADOS

O livro Blog de Papel que reúne 14 autores e 14 ilustradores todos com particpação em blogs ou na web, do qual faço parte como autor e organizador, já tem suas datas de lançamento marcadas para Porto Alegre e São Paulo.

Dia 12 de Novembro na Feira do Livro de Porto Alegre:

Tarde de Autógrafos, às 15h30, no Memorial do RS com o André Dahmer (Malvados) e com Milton Ribeiro, Ticcia Antoniete, Ane Aguirre (Blog de Papel).

Logo depois, às 16h30, na sala O Retrato do Centro Cultural Erico Veríssimo, haverá uma mesa de bate-papo sobre Literatura e Internet com a participação do Dahmer, os autores do Blog de Papel e mediação do escritor Armindo Trevisan.

Dia 19 de Novembro na Primavera dos Livros em São Paulo - OCA/Parque do Ibirapuera:

No espaço reservado para lançamentos, a partir das 18h00 - Coquetel de lançamento do livro Malvados com a presença do André Dahmer e, também, do Blog de Papel com os 14 autores e os 14 ilustradores que participaram da edição.

Rio de Janeiro e Goiânia, ainda sem local e data confirmados.

Daqui pra frente várias novidades sobre os lançamentos.

Dúvidas? deixe o seu comentário.

Postado por Nelson Natalino em 01:44 AM | Comentários (0)