maio 27, 2005

Conta-gotas

a morte.JPG

A gente vai morrendo assim, todo dia um pouquinho, como se fosse um conta-gotas que no final vai encher o balde da morte. Quando do balde transborda a primeira gota, foi-se. Foice. Nada mais a declarar.
Postado por Nelson Natalino em 05:02 PM | Comentários (0)

maio 23, 2005

Sobre a palavra MERDA...

A palavra MERDA pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa.

Exemplos:

Como indicação geográfica 1:
Onde fica essa merda?

Como indicação geográfica 2 :
Vá a merda!

Como indicação geográfica 3 :
18:00h : vou embora dessa merda.

Como substantivo qualificativo:
Você é um merda!

Como auxiliar quantitativo:
Trabalho pra caramba e não ganho merda nenhuma!

Como indicador de especialização profissional :
Ele só faz merda.

Como indicativo de MBA :
Ele faz MUITA merda.

Como sinônimo de covarde:
Seu MERDA !

Como questionamento dirigido:
Fez merda, né ?

Como indicador visual:
Não se enxerga merda nenhuma!

Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:
Porque você não vai a merda?

Como especulação de conhecimento e surpresa:
Que merda é essa?

Como constatação da situação financeira de um indivíduo:
Ele está na merda...

Como indicador de ressentimento natalino:
Não ganhei merda nenhuma de presente!

Como indicador de admiração:
Puta Merda !!

Como indicador de rejeição :
Puta Merda !!!!

Como indicador de espécie :
O que esse merda pensa que é ??

Como indicador de continuidade :
Na mesma merda de sempre.

Como indicador de desordem:
Tá tudo uma merda!

Como constatação científica dos resultados da alquimia :
Tudo o que ele toca vira merda!

Como resultado aplicativo :
Deu merda.

Como indicador de performance esportiva :
Mesmo com esse time de galáticos Corinthians não está jogando merda nenhuma!!!

Como constatação negativa :
Que merda !!!!

Como classificação literária:
Êta textinho de merda

Postado por Nelson Natalino em 10:47 PM | Comentários (0)

maio 20, 2005

A TRAGÉDIA NEM SEMPRE É GREGA

mktragedia.gif

O pessoal gosta de tragédia, né?
Acho que faz tempo que isso acontece... Por isso Sófocles fez tanto sucesso.
Escreveu e encenou tragédias e o teatro era a única forma de comunicação em massa. Massa? Nem tanto. Naquela época, não havia rádio, TV, Internet, satélite, nada disso.
A tragédia era encenada, contada boca a boca, até que ia perdendo a força, perdendo o interesse e morria quando alguém simplesmente não se interessava pelo assunto e jogava a história no esquecimento.

O tempo com certeza destruiu muitos registros da nossa história e ainda hoje, certamente, caminhamos sobre milhões de informações que os anos soterraram.
De tragédia em tragédia, a humanidade caminha (pisando informações soterradas) a passos largos para onde? Ninguém arrisca um palpite. É difícil mesmo.

A lei do mais forte estará se instalando no planeta terra?
Os fatos estão mostrando isso. Mas por outro lado, apontam para grandes manifestações de paz, como nunca dantes registradas. Parece estar havendo uma conscientização humanitária para combater heróica e espiritualmente as expressões negativas que vem surgindo, como nós próprios estamos tetemunhando e registrando na nossa escrita visual e globalizada atual, para os nossos descendentes.

Estamos certamente passando por um período histórico de transição. E toda transição tem dois lados. Há necessidade de definirmos de que lado queremos estar e adotarmos nossas estratégias de ação.

Parece que os cavaleiros do apocalipse, não precisam necessariamente se apresentar ombro a ombro, nem tampouco num mesmo momento. Eles vem chegando, se alojando e deixando atrás de si rastros para serem seguidos.

Desta forma, essas tragédias que temos testemunhado nos últimos séculos parecem predecessoras de um tempo de paz e bonança, quando poderemos dizer: O paraíso é aqui. Porque aqui mora a felicidade. Ou não, como diria o Caetano.

Postado por Nelson Natalino em 02:55 AM | Comentários (0)

maio 14, 2005

ESTA TAL DA CORAGEM........

Hoje o Sinaleiro Amarelo abre espaço para outro Blog. Não é um blog comum. Não. É um blog de gente. Como eu e como você. Com uma diferença. É o blog de uma entidade que faz algo pelo próximo. A Aldeia dos Anjos. Esta semana recebi um emeio da Bugra, com uma triste notícia. A Aldeia dos Anjos vai fechar. Você conhece a Aldeia dos Anjos? Não? O post a seguir é do blog Aldeia dos Anjos. Leia. Ouça. Analise. Depois ajude. Da forma que puder.





É preciso ter coragem para viver a vida, para curar as feridas. Para existir. É preciso coragem para ser Presidente de uma entidade hoje em dia..com toda a Burocracia e as cobranças... É preciso coragem para arcar com todas as consequências e fazer as diferenças sem ferir ninguém. É preciso ter coragem para sorrir quando tem gente querendo que a gente chore.. É preciso coragem...para não desistir,.. Para manter a LUZ...para fazer estes anjos mais felizes embora alguns governantes não entendam do que ELES precisam... É preciso coragem para continuar amando, para continuar trrabalhando...para continuar postando, para continuar acreditando...para vencer as dores...para semear esperanças....
Para mostar aos outros que queremos somente costruir.. É preciso coragem coragem para persistir, para mostar que todo o problema é insignificante diante da Grandeza de DEUS que está ao lado de todos nós nesta hora dificil que há de passar. É preciso ter coragem para olhar olho no olho e mergulhar fundo¿ Sem saber se vai voltar É preciso ter coragem e continuar a acreditar no que podemos fazer, realizar....
É preciso ousar para ter coragem, para ser feliz e o melhor ainda fazer quem está ao nosso lado feliz com toda a responsabilidade. Se depender de mim e de todas as pessoas envolvidas na ALDEIA DOS ANJOS. Vamos mergulhar..para voltar na segunda feira com um novo respirar. Estão todos trabalhando.. mas não é pela falta de dinheiro que deixarão de atender.. A todos os profissionais da APAE de Lagoa Vermelha, meu beijo na palma da mão.. com carinho, admiração e respeito. A pesar de não ter dinheiro, de não sermos culpados por isso...de não ter havido repasse por parte do Muncipio ainda.....SEGUNDA FEIRA A GENTE RETOMA AS ATIVIDADES NORMAIS NA ALDEIA. É um novo fôlego, um novo respirar que vamos dar..mas para isso é preciso correr riscos e ter CORAGEM......





Se é pra GRITAR...
ouça a Bugra "colocando a boca no trombone" ao microfone da rádio Cacique, falando sobre a situação


Não dá para ficar parado, não é mesmo?.
Ajude de alguma forma.
Quer contribuir financeiramente? anote aí:

Banco do Brasil
Agência 0363-8
Conta 8.000-4

Para DOC's você vai precisar do CNPJ: 90.837.717/OOO1-85

VISITE O BLOG DA ALDEIA CLICANDO AQUI


Baitabraço aos amigos do Sinaleiro.

Postado por Nelson Natalino em 07:01 PM | Comentários (0)

maio 11, 2005

Em busca de minha ilha








Escrever é uma das atividades mais solitárias do mundo. Uma vez cada dois anos, vou para frente do computador, olho para o mar desconhecido de minha alma, vejo que ali existem algumas ilhas – idéias que se desenvolveram, e estão prontas para serem exploradas. Então pego meu barco - chamado Palavra - e resolvo navegar para aquela que está mais próxima. No caminho, defronto-me com correntezas, ventos, tempestades, mas continuo remando, exausto, agora já consciente que fui afastado de minha rota, a ilha que pretendia chegar já não está mais em meu horizonte.
Mesmo assim, não dá para voltar atrás, preciso continuar de qualquer maneira, ou ficarei perdido no meio do oceano – neste momento me passa pela cabeça uma serie de cenas aterrorizantes, como passar o resto da vida comentando os sucessos passados, ou criticando amargamente os novos escritores, simplesmente porque já não tenho coragem de publicar novos livros. Meu sonho não era ser escritor? Pois devo continuar criando frases, parágrafos, capítulos, escrevendo até a morte, sem deixar-me paralisar pelo sucesso, pela derrota, pelas armadilhas. Caso contrário, qual o sentido da minha vida: viver em um moinho no sul da França e ficar cuidando do jardim? Passar a dar conferências, pois é mais fácil falar do que escrever? Retirar-me do mundo de maneira estudada, misteriosa, para criar uma lenda que me custará muitas alegrias?
Movido por estes pensamentos assustadores, descubro uma força e uma coragem que desconhecia existir: elas me ajudam a aventurar-me pelo lado desconhecido da minha alma, deixo-me levar pela correnteza, e termino ancorando meu barco na ilha para onde fui conduzido. Passo dias e noites descrevendo o que vejo, perguntando-me porque estou agindo assim, dizendo a cada instante que não vale a pena o esforço, que não preciso mais provar nada a ninguém, que já consegui o que desejava – e muito mais do que sonhava.
Noto que o processo do primeiro livro se repete cada vez: acordo as nove da manhã, disposto a sentar-me no computador logo depois do café; leio jornais, saio para caminhar, vou até o bar mais próximo conversar com as pessoas, volto para casa, olho para o computador, descubro que preciso dar vários telefonemas, olho o computador, já está na hora do almoço, como pensando que devia estar escrevendo desde as 11 da manhã, mas agora preciso dormir um pouco, acordo as cinco da tarde, finalmente ligo o computador, vou verificar a correspondência eletrônica e me dou conta que destruí a minha conexão com a internet, resta sair e ir até um lugar a dez minutos de casa onde é possível conectar-me, mas será que antes, só para libertar minha consciência deste sentimento de culpa, não dá para escrever pelo menos meia-ho! ra?
Começo por obrigação – mas de repente “a coisa” toma conta de mim, e não paro mais. A empregada me chama para jantar, peço que não me interrompa, uma hora depois ela torna a me chamar, estou com fome, mas só mais uma linha, uma frase, uma página. Quando sento à mesa, o prato está frio, janto rapidamente e volto para o computador – agora já não controlo meus passos, a ilha está sendo desvendada, sou empurrado através de suas trilhas, encontrando-me com coisas que nunca havia pensado ou sonhado. Tomo café, tomo mais café, e duas horas da manhã finalmente paro de escrever, porque meus olhos estão cansados.
Deito-me, fico mais uma hora tomando notas de coisas que irei utilizar no próximo parágrafo, e que sempre provam ser totalmente inúteis – servem apenas para esvaziar minha cabeça, até que o sono venha. Prometo a mim mesmo que amanhã começo às 11 horas sem falta. E no dia seguinte, acontece a mesma coisa – passeio, conversas, almoço, dormir, culpa, raiva de ter quebrado a conexão com a internet, forçar a primeira página, etc.
Quando escrevi “O Zahir”, o personagem principal faz exatamente esta mesma reflexão: escrever é perder-se no mar. É descobrir a história não contada a si mesmo, e tenta-la dividir com os outros. É reconhecer-se no momento de mostrar a pessoas que nunca vi, o que existe na minha alma. No livro, um escritor famoso, espiritual, que acha que tem tudo, perde exatamente aquilo que lhe é mais caro: o amor. Eu sempre me perguntei o que seria do homem se não tivesse com quem sonhar, e agora procuro responder esta pergunta para mim mesmo.
Antigamente, quando lia biografias de escritores, achava que tentavam enfeitar a profissão ao dizer que “o livro se escreve, o escritor é apenas o datilógrafo.” Hoje sei que isso é absolutamente verdade, ninguém sabe porque a correnteza os levou a determinada ilha, e não para aquela que sonhava chegar. Começam as revisões obsessivas, os cortes, e quando já não agüento mais ler as mesmas palavras, envio o manuscrito ao editor, que o revisa mais uma vez, e o publica.
E para minha constante surpresa, outras pessoas estavam em busca daquela ilha, e a encontram no livro. Uma conta para a outra, a cadeia misteriosa se expande, e aquilo que o escritor julgava ser um trabalho solitário, transforma-se em uma ponte, em um barco, em um meio em que almas trafegam e se comunicam.
A partir daí, já não sou mais o homem perdido na tempestade: me descubro através de meus leitores, entendo o que escrevi quando vejo que outros também entendem – nunca antes disso.
Certa vez eu vi um entrevistador perguntando a Paul McCartney: “você poderia resumir a mensagem dos Beatles em uma só frase?” Eu, cansado de ouvir esta mesma pergunta, achei que McCartney iria ser irônico – afinal, como é possível resumir um trabalho, já que o ser humano é tão complexo?
Mas Paul respondeu: “Posso.”
E continuou:
“Tudo que você precisa é de amor (all you need is love). Devo desenvolver o tema?”
O entrevistador disse que não. Na verdade, ele tinha realmente resumido tudo que conta nesta vida, e “O Zahir” é um livro sobre isso.




© Guerreiro da Luz


publicação autorizada para o Sinaleiro Amarelo


Postado por Nelson Natalino em 10:10 PM | Comentários (0)

maio 09, 2005

Frase

Recebi a frase do meu amigo Evaldo e repasso para vocês.


" O MUNDO SÓ É BOM PORQUE É UMA BOLA, SE FOSSEM DUAS SERIA UM SACO"...


"autor desconhecido"

Postado por Nelson Natalino em 02:20 PM | Comentários (0)

maio 02, 2005

Clique e visite


Hoje eu estou no Focando.org, contando uma história (com h mesmo), chamada UMA VERDADE COM TOM DE MENTIRA. Depois me diga se você acreditou.

Clique aqui e visite...

Postado por Nelson Natalino em 08:20 PM | Comentários (0)