A TRAGÉDIA NEM SEMPRE É GREGA (revisitado)

O pessoal gosta de tragédia, né?
Acho que faz tempo que isso acontece... Por isso Sófocles fez tanto sucesso.
Escreveu e encenou tragédias e o teatro era a única forma de comunicação em massa. Massa? Nem tanto. Naquela época, não havia rádio, TV, Internet, satélite, nada disso.
A tragédia era encenada, contada boca a boca, até que ia perdendo a força, perdendo o interesse e morria quando alguém simplesmente não se interessava pelo assunto e jogava a história no esquecimento.
O tempo com certeza destruiu muitos registros da nossa história e ainda hoje, certamente, caminhamos sobre milhões de informações que os anos soterraram.
De tragédia em tragédia, a humanidade caminha (pisando informações soterradas) a passos largos para onde? Ninguém arrisca um palpite. É difícil mesmo.
A lei do mais forte estará se instalando no planeta terra?
Os fatos estão mostrando isso. Mas por outro lado, apontam para grandes manifestações de paz, como nunca dantes registradas. Parece estar havendo uma conscientização humanitária para combater heróica e espiritualmente as expressões negativas que vem surgindo, como nós próprios estamos tetemunhando e registrando na nossa escrita visual e globalizada atual, para os nossos descendentes.
Estamos certamente passando por um período histórico de transição. E toda transição tem dois lados. Há necessidade de definirmos de que lado queremos estar e adotarmos nossas estratégias de ação.
Parece que os cavaleiros do apocalipse, não precisam necessariamente se apresentar ombro a ombro, nem tampouco num mesmo momento. Eles vem chegando, se alojando e deixando atrás de si rastros para serem seguidos.
Desta forma, essas tragédias que temos testemunhado nos últimos séculos parecem predecessoras de um tempo de paz e bonança, quando poderemos dizer: O paraíso é aqui. Porque aqui mora a felicidade. Ou não, como diria o Caetano.
Postado por Nelson Natalino em outubro 9, 2007 04:16 PM