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| Roteiros de Nelson Natalino |
A seguir trechos de alguns roteiros desenvolvidos para as mais diversas finalidades, como: O primeiro beijo (cinema - longa), Amores de sangue (minissérie em 16 capítulos para TV), O pé errado (cinema - curta), A garrafa (seriado de TV em episódios), O ovossauro (seriado infantil de muppets), Old Times (programa de videoclips), Brasil nosso de cada dia (terceiro setor), Progama Alexandre Paes (humorístico), Velozes e curiosos (automóveis-velocidade), Prêmio Irmãos VillasBôas Humanitas (entrega de troféus/show), Programa Fernando Bernardes (country), O filho pródigo (microssérie), Crédito para aposentados (propaganda para TV), |
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Trecho do roteiro do longa-metragem "O primeiro beijo", que conta a trajetória artísitica de Vida Alves.
"O primeiro beijo”, trata fundamentalmente da história de uma mulher que viveu os mais intensos anos de sua vida dedicados à arte no rádio e na televisão, cuja trajetória, irá alinhavar toda a trama em que se desenvolverá o filme.
Pretendemos resgatar os anos em que apesar da falta de recursos físicos e financeiros, fazia-se a arte com um amor desmedido, um amor que gerou frutos que ainda hoje apreciamos, no rádio e na TV brasileiras. Mais do que isso, o filme pretende registrar o nome, se não de todos, (o que seria uma tarefa impossível), mas de grande parte dos principais personagens que construíram essa história, para que nossos jovens de hoje e de amanhã, saibam um pouco da origem da história do nosso rádio e da nossa TV. |
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ARLINDO - |
(ainda sozinho no estúdio) Vida! É o sua primeira escalação de domingo! Será que você esqueceu? |
Arlindo está cada vez mais nervoso.Corta para SEQ. 73
SEQ 73 |
RUA CASA DE AMÉLIA |
INT / DIA |
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Foco no portão da casa. Vida sai de casa correndo se arrumando. Ajeita o sapato no portão. Corre pela rua. Passa por todas as ruas correndo. Passa em frente a Confeitaria da rua São Bento. Olha os doces com tanta volúpia que até passa a andar mais devagar. Cai em si depois de passar pela confeitaria e volta a correr.
Corta para SEQ. 74
SEQ 74 |
FACHADA DA RADIO PANAMERICANA |
INT / DIA |
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Chega de fronte à Radio. Arlindo a espera do lado de fora da radio desesperado. Entram correndo.
ARLINDO - |
(Batendo no relógio do pulso) Vida! Só agora? |
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VIDA - |
É... é... é... Perdi a hora. Venho a pé. São doze quarteirões, da minha casa até aqui. |
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ARLINDO - |
Vamos lá. Vamos pôr a rádio no ar. |
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VIDA - |
Está bem, Arlindo, vamos. |
ARLINDO |
Não esqueça de dar a hora depois do bom dia. Feche a porta. . |
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Vida entra no estúdio (aquário) dá sinal para Arlindo. insert Acende a luz – NO AR
(A música a ser apresentada poderá ser “Devolva” de 1940 ou “Será” – 1945 ambas de Mario Lago)
VIDA - |
Bom dia! Em São Paulo são precisamente sete horas. (Arlindo começa a gargalhar e cai para trás na cadeira) Vocês vão ouvir de Mario Lago, com Carlos Galhardo, Será.. (Aparece a mão de Arlindo soltando o disco – Vida sai do estúdio rindo muito também) |
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ARLINDO |
(Erguendo-se) Ô loco! Sete horas? Você não viu, garota, que são quase oito horas?. |
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VIDA - |
Ví, mas você acha que alguém está acordado num domingo, a esta hora da madrugada pra conferir? |
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ARLINDO |
(dando gargalhadas) Ô loco! Vida! Você é danada de triste! Ah! Ah! Ah! |
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Corta para corredor da sala de Paulo Machado de Carvalho onde Vida sai de cabeça baixa. SEQ. 77
Sai arrasada, e Arlindo levanta aflito indagando.
ARLINDO |
O que foi? O que aconteceu, Vida? |
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VIDA - |
(Triste) A partir de amanhã, você vai ver outra pessoa apresentando o programa. (com a voz embargada, prestes a chorar) Estou na rua, Arlindo. (baixa os olhos e respira fundo, tentando não chorar – Arlindo percebe) |
ARLINDO |
Calma Vida! Tudo se ajeita. Há males que vem pra bem.(Nervoso, sem saber o que fazer, pega a carteira tira um santinho e dá para Vida) Tome. È Santo Expedito. Peça com fé, que ele te ajuda. |
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VIDA - |
(Ergue os olhos, respira fundo e olha com carinho para Arlindo) Obrigada. Muito obrigada! Arlindo... |
Abraçam-se. Vida sai e vai embora. Arlindo vai até o lado de fora da rádio e Vida se despede dele com um aceno.
SEQ 78 |
RUAS DO CENTRO DE SÃO PAULO |
INT / DIA |
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Vida sai na rua, anda cabisbaixa, muito triste. Olha seria para o santinho
MUDAR TEXTO : CONVESA COM SANTINHO
VIDA - |
(Com lágrimas nos olhos) Santo Expedito. Vai me ajudar? (Senta num banco na rua – conversa olhando para o santinho nas mãos, que tremem) Me desculpe, santinho... mas o que eu queria agora, era morrer! (Chora de soluçar) Como que cara eu vou chegar em casa e falar que fui mandada embora? (Respira fundo, levanta-se – ainda fala com o santinho as pessoas na rua passam e olham estranhando – Vida não percebe- séria e decidida) Eu vou pular do Viaduto do Chá, e acabar de uma vez por todas com esse sofrimento! (Pausa ) È, e você vem comigo! Vem comigo! |
SEQ 79 |
CONFEITARIA |
INT / DIA |
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Sai andando nas ruas decidida. Rua São Bento. Passa pela confeitaria. Pára. Anda. Pára. Olha os doces. Anda. Volta. Pega o dinheiro na bolsa. Conta. Olha os doces. Entra na confeitaria. Senta. Vem o garçom.
VIDA - |
Quero um chá completo. Com pão doce, queijadinha... (o garçom olha desconfiado) Não me olhe assim. (nervosa) Eu tenho dinheiro para pagar, viu? (tira o dinheiro e mostra) |
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GARÇON |
Desculpe, senhorita... eu não disse nada... |
Corte para mesa vazia. Vida está empanturrada. Chama o garçom.
VIDA - |
Quanto é? |
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GARÇON |
48 réis, senhorita... (Vida paga e o garçon sai) |
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VIDA - |
( que caro, hein!
(,guarda o santinho na bolsa e sai da confeitaria) |
SEQ 80 |
RUAS DO CENTRO – VIADUTO DO CHÁ SP |
EXT / DIA |
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Corte para Vida na rua. Passa pelo Viaduto do Chá. Está tão empanturrada, que passa direto. Corte para Vida entrando no portão de casa.
SEQ 81 |
INSERTS DIVERSOS |
INT / DIA |
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Insert rápido
Vida passa o ano de 1.946 com cinco demissões trabalhou em várias empresas, ano difícil, passam flashs das noticias, situações e fatos mais importantes desse ano no Brasil. filmes out-door jornais, vários carimbos em carteira demitida, demitida etc...
Corta cena para sala / casa de Amélia SEQ. 82
SEQ 82 |
SALA DA CASA DE DONA RITA |
INT / DIA |
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Close em Amélia. Está com os olhos arregalados de surpresa. Vida entra correndo e abraça a mãe.
AMÉLIA - |
Dois mil réis? – (Abre plano geral) |
VIDA - |
(pula rodeando a mãe, feliz) 1947 vai ser o meu ano, mamãe! Dois mil réis! (enfatiza) Dois mil! Fiz teste com o Walter Forster, que é o diretor artístico, e fui aprovada! (funde imagem prè-gravada do texto com Lima Duarte na radio) Vou entrar na novela! Um bom papel. Quem me disse foi o Lima Duarte o sonoplasta. Ele é que foi o operador de som no teste. Também pudera, né mãe, eu acho que finalmente minha voz melhorou... Não fica mais daquele jeito fina - grossa. |
AMÉLIA - |
É verdade, mesmo, sua voz mudou mesmo Vida... Nem tinha notado... mas, agora que você me chama atenção.... |
VIDA - |
Era um horror! Acho que a minha via-crucis acabou... Espero que agente fique por pouco tempo neste porão...
Agora vou poder te ajudar mesmo, mãe. Quem sabe agora, juntando eu o Heitorzinho e a Helle, a gente não consegue arranjar um apartamento... hein, mãe? |
AMÉLIA - |
Se Deus quiser Vida! |
VIDA - |
Deus quer, mãe... Basta a gente ajudar um pouco...
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AMÉLIA - |
É verdade... Mas e a Rádio Tupi, Vida? Eu li no jornal que parece uma cidade... |
VIDA - |
Ai, mãe... (sonhadora) a Radio Tupi, parece um sonho... e é mesmo chamada a cidade do rádio...Lembra onde era a Difusora? Onde nós fizemos o Clube do Papai Noel, lembra? Pois é, (empolgada) cresceu até a Alfonso Bovero, mãe! Um monte de estúdios mãe! Estúdio a, b, c... acho que tem um abecedário inteiro de tanto estúdio. |
AMÉLIA - |
E a Difusora, Vida? |
VIDA - |
Continua lá... quem dirige é o Oduvaldo Viana e na Tupi ficou o Walter Forster... Tem um corredor enorme, quando terminam as gravações os elencos se encontram no corredor!.
Ai, mãe... estou tão orgulhosa! Acho que estou no maior centro artístico de São Paulo, mãe. To tão feliz! Quero morrer na TUPI de São Paulo
(Silêncio – Vida olha de canto de olho para a mãe com um sorriso maroto nos lábios)
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AMÉLIA - |
(Dá de cara com a expressão de Vida, de repente) Que cara é essa, menina? |
VIDA - |
(Vida ergue o nariz, brincando, arrogante)Tenho mais uma novidade, (Amélia olha assustada) fui até o Largo S. Francisco, olhei na parede da faculdade .Meu nome estava lá, mãe. (FELIZ) Fui aprovada, passei, vou fazer direito, na USP, Faculdade de Direito de São Paulo. Viva! |
Corta para sala de cassiano RADIO TUPY
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Trecho do roteiro da minissérie em 16 capítulos - "Amores de Sangue" |
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CORTE PARA O QUARTO DAS IRMÃS. ESTÃO PREPARANDO AS CAMAS PARA DORMIR. - AMANDA BATE A PORTA.
SE ENCAMINHA A PORTA PARA ABRI-LA - AS OUTRAS DUAS
IRMÃS ACOMPANHAM COM O OLHAR
AMANDA |
Desculpem. Mas os homens todos desceram para a senzala e Dona Mariana resolveu servir-nos um licor de jabuticaba. Pediu-me para chamá-las, para acompanhar-nos. |
SANTA |
(OLHA PARA AS IRMÃS) Vamos ? |
ISABEL |
Claro !! |
HELENA |
Licor de jabuticaba? Que delicia!!! |
AMANDA |
Ah! Pediu ainda que levassem seus bordados, pois seria de seu agrado ver como anda seu trabalho |
AS IRMÃS REVIRAM AS GAVETAS E PEGAM SEUS BORDADOS.
SAEM DO QUARTO E VÃO PARA A SALA.
CORTE PARA A CENA 02.
CENA 02 - CHEGADA DOS HOMENS À SENZALA. O NEGRO MORTO ESTÁ ESTENDIDO NO CHÃO. ESTÁ TOTALMENTE DESFIGURADO. OS NEGROS QUE O RODEIAM VÃO ABRINDO ESPAÇOS PARA QUE PARA QUE O PROMOTOR E OS HOMENS SE APROXIMEM. VENANCIO ESTÁ AJOELHADO AO LADO DO COMPANHEIRO MORTO. OS NEGROS PARAM DE CANTAR. O PROMOTOR OLHA ELIZEU.
DR. NERI |
Meu Deus ! Que barbárie ! Capitão, como o senhor me explica isso? As marcas são de chibata ! Escravos não brigam entre si de chibata em punho |
CAPITÃO |
Não sei, senhor... Mas vamos apurar isso logo amanhã, pela manhã.... |
DR. NERI |
Amanhã ? Amanhã, Capitão ? E este negro aqui ? (APONTA PARA VENANCIO)-(DIRIGINDO-SE PARA VENANCIO) Vosse Mercê pode falar ? |
VENANCIO OLHA PARA OS JAGUNÇOS E BALANÇA A CABEÇA NEGATIVAMENTE, DEMONSTRANDO MEDO
DR. NERI |
Pode falar, filho. Eu te protejo... |
VENANCIO CONTINUA CABISBAIXO
DR. NERI |
Me responda somente com a cabeça. Vocês foram castigados pelo feitor ? |
VENANCIO OLHA COM MEDO PARA TODOS E DEPOIS BALANÇA A CABEÇA AFIRMATIVA E DESESPERADAMENTE. CAI EM PRANTOS CONVULSIVOS. OS OUTROS NEGROS O RETIRAM DO LOCAL.
DR. NERI |
Leonildo !! Instaure inquérito. O que o senhor tem a dizer, Capitão? |
CAPITÃO |
Eu não sabia de nada, Doutor... |
DR. NERI |
(DUVIDANDO) Capitão... |
TEODORO |
Meu pai nada tem a ver com isso, Doutor... Esses escravos são fugitivos. Foram trazidos por um Capitão-do-Mato, mas eu pessoalmente mandei que se suspendesse o castigo em 10 chibatadas... Depois disso, eu não sei o que aconteceu... |
DR. NERI |
Então, quem fez isso, se os senhores dos escravos não mandaram ? |
TEODORO |
(ENFURECIDO, CHAMA GRITANDO) Josias ! Josias ! |
JOSIAS APARECE POR TRÁS DOS ESCRAVOS
JOSIAS |
Sim, siô |
TEODORO |
Quem surrou esses escravos ? |
JOSIAS |
Foi o Bié, Sinhô... |
TEODORO |
E por que? |
JOSIAS |
Sei, não.. Só sei que foi a mando de Sinhá Isabel. |
TEODORO |
(SURPRESO) Isabel ??? |
JOSIAS |
Sim, siô... |
CAPITÃO |
(TAMBEM SURPRESO) Sinhá Isabel ? |
TEODORO |
(AVANÇA SOBRE JOSIAS E APLICA-LHE UM SOCO.) Mentiroso !!! |
É CONTIDO PELOS HOMENS QUE FAZEM MUITA FORÇA PARA SEGURA-LO.
CORTE PARA CENA 03
CENA 03 - SALA DA CASA-GRANDE. DONA MARIANA ESTÁ TERMINANDO DE
SERVIR O LICOR A AMANDA. TODAS AS DEMAIS MULHERES JÁ
EMPUNHAM SEU CÁLICE DE LICOR.
DONA MARIANA |
Nada temos a brindar, pois oscontecimentos nefastos desta noite não permitem... Mas brindemos então a nossa saúde, e que Deus Nosso Senhor nos proteja... |
TILINTAM OS CÁLICES. TODAS SORVEM LENTAMENTE UM GOLE DO LICOR E SE DELICIAM, QUASE EM UNÍSSONO.
CAEM EM RISADAS POR TEREM O MESMO PROCEDIMENTO.
SANTA |
Parece... parece... um néctar dos Deuses... |
ALBERTINA |
Mamãe, não deve haver no Brasil ninguém que faça um licor igual ao seu... |
AMANDA |
Apoiada |
ISABEL |
Nunca tomei nada tão delicioso... Mas morro de medo de me embriagar... |
DONA MARIANA |
Ora.. ora... é apenas um cálice, Isabel... Mas, Santa, Amanda falou-me dos Florais que estás a bordar. Trouxeste-o ? |
SANTA |
Claro. Está aqui. (ABRE O BORDADO) |
DONA MARIANA |
Que maravilhoso... Com quem aprendeste esses pontos ? |
SANTA |
Com mamãe... Veja como são fáceis... |
ISABEL SAI PARA A VARANDA. ALBERTINA VAI ATRÁS. ISABEL FICA OLHANDO EM DIREÇÃO A SENZALA. AS LUZES CONTINUAM ACESAS AO LONGE.
ALBERTINA |
(PARA ISABEL) Preocupada? |
ISABEL |
Oh! Albertina, estás aí ? |
ALBERTINA |
Estou. |
ISABEL |
Perdão, o que perguntaste ? |
ALBERTINA |
Perguntei se estavas preocupada... |
ISABEL |
Por que haveria de estar ? |
ALBERTINA |
Por tudo o que tens feito. |
ISABEL |
(ASSUSTADA) Deves estar louca. |
ALBERTINA |
Se existe nesta casa alguém com sintomas de loucura, tú és esse alguém. Sabes muito bem do que eu estou falando. |
ISABEL |
Não, não sei. |
ISABEL TENTA SAIR DALI E VOLTAR PARA DENTRO.
ALBERTINA SEGURA-A PELO BRAÇO.
. ALBERTINA |
Venha aquí, Isabel. Vou provar o quão louca estás. |
ISABEL |
(COM DESDÉM) Vais mesmo ? |
ALBERTINA |
Queres ver ? Responda-me: Por que mandaste castigar os escravos daquela maneira ? Vês ? Mataste um deles, pobre coitado... |
ISABEL |
(VIRA-SE SURPRESA) Eu ??? Estás mesmo insana ! |
ALBERTINA |
Tens escolha. Ou assumes o castigo dos escravos, o que é até comum nesta terra, ou então conto a todos que andas encontrando meu irmão casado às escondidas. Acredites, será bem pior... |
ISABEL |
Contas o que ??? Ora, Albertina, não sabes o que dizes... |
(TENTA SAIR NOVAMENTE)
ALBERTINA |
(SEGURANDO NOVAMENTE ISABEL) Não ? Vou largar o teu braço e deixarei que entres. Mas volto a sala com aquela roupa ensangüentada de pouca vergonha, que pensas estar enterrada. |
ISABEL CAI SENTADA NUMA DAS CADEIRAS DO ALPENDRE, COMO SE DESFALECESSE POR UM INSTANTE.
ISABEL |
Albertina... Por favor... |
ALBERTINA |
Nem que te ajoelhes aos meus pés ! Tens as opções, pense nelas. |
(VAI PARA DENTRO DA CASA)
ISABEL CHORA. OLHA PARA O CÉU. A LUA ESTÁ CHEIA, CLAREANDO TUDO. ISABEL SAI CORRENDO PELA FAZENDA. CHORA MUITO. PEGA UM CAVALO E SAI A GALOPE. AS MULHERES SAEM TODAS DA CASA PARA VER.
DONA MARIANA |
Aonde foi essa menina ? |
SANTA |
(GRITANDO) Isabel !!! |
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ALBERTINA SORRI VITORIOSA
CORTE PARA A CENA 04.
CENA 04 - ISABEL CHEGA AO LOCAL ONDE ESTAVAM SUAS ROUPAS. A
TERRA ESTÁ REVIRADA. COM AS MÃOS, DESESPERADAMENTE
ELA CAVA O BURACO, NA ESPERANÇA DE ENCONTRAR SUAS
ROUPAS. DESISTE. DEBRUÇA-SE SOBRE A TERRA E CHORA.
CORTE PARA A CENA 05.
CENA 05 - OS HOMENS ESTÃO RETORNANDO PARA A CASA-GRANDE. ENTRAM
NA SALA . ESTÃO TODOS APREENSIVOS. AS MULHERES AINDA
ESTÃO NA VARANDA, SENTADAS. APENAS PERMANECEM EM PÉ AS
IRMÃS DE ISABEL.
PROMOTOR |
(CHEGANDO NA VARANDA ANTES DOS OUTROS) Onde se encontra Sinhá Isabel ? |
DONA MARIANA |
Saiu a galope. Estamos todas preocupadas. |
TEODORO |
( CHEGANDO LOGO DEPOIS ) A esta hora ? Onde foi ? |
SANTA |
Não sabemos, Senhor Teodoro. Estamos esperando que volte... |
PROMOTOR |
Aí está... fugiu ! |
SANTA |
Fugiu ? Mas por que haveria ela de fugir, Doutor |
PROMOTOR |
Deve ter seus motivos, Sinhá. Deve ter seus motivos, tenha certeza. Leonildo, chame os seus homens e traga-a de volta imediatamente. |
TEODORO |
Não será necessário, Doutor. Eu vou busca-la. Não deve ter ido muito longe... Com certeza foi dar um passeio. A lua está convidativa para isso. |
PROMOTOR |
Ainda assim, senhor Teodoro, eu quero que o Chefe de Policia a procure. Se o senhor não se opuser... |
TEODORO |
Absolutamente. Se o senhor me der licença, eu tambem vou procura-la. Afinal, ela é nossa hóspede. |
PROMOTOR |
Pois não. |
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TEODORO SOBE EM SEU CAVALO E SAI. NO MEIO DO
CAMINHO ENCONTRA ISABEL PUXANDO SEU CAVALO PELA
RÉDEA. ESTÁ EM PRANTOS. AO VER QUE TEODORO SE
APROXIMA, SAI CORRENDO AO SEU ENCONTRO. ABRAÇA-
SE A ELE COMO SE ESTIVESSE ABRAÇANDO A VIDA.
CHORA DESESPERADAMENTE NO OMBRO DE TEODORO.
TEODORO |
Oh! meu amor... o que aconteceu ? |
ISABEL |
Estamos perdidos, Teodoro... |
TEODORO |
Calma Isabel... pare de chorar! Me diga o que aconteceu... |
ISABEL |
Sua irmã, Teodoro... ela sabe de tudo... |
TEODORO |
Como sabe de tudo ? |
ISABEL |
Não sei.. não sei... Ela me odeia... Não sei porque ela me odeia tanto... |
TEODORO |
Eu sabia... eu sabia que Albertina estava por trás disso. O que foi que ela te disse ? |
ISABEL |
Ela quer que eu assuma a culpa pela morte do escravo... Está me chantageando... |
CORTE PARA A CENA 06.
CENA 06 - ISABEL ESTÁ ACABANDO DE CONTAR A TEODORO O QUE HOUVE
ENTRE ELA E ALBERTINA. TEODORO FICA NERVOSO.
TEODORO |
Aquela víbora !!! Com certeza ordenou que nos vigiassem. Então ela sabe mesmo de tudo. E quer vingar-se de tí. Logo tú minha querida, que evitaste até o fim que tudo acontecesse. (FICA PENSATIVO POR UM INSTANTE) Agora entendo tudo ! Josias foi convencido por ela a te incriminar... Quanta perversidade, meu Deus ! Vamos, Isabel, enxugue tuas lágrimas... Vamos voltar para a fazenda. Temos que enfrentar essa situação. É difícil. Mas já sei o que fazer... |
(OUVE-SE UM TROPEL DE CAVALOS SE APROXIMANDO. É O CHEFE DE POLICIA E SEUS HOMENS QUE SE APROXIMAM)
LEONILDO |
Então senhor Teodoro, encontrou a nossa fugitiva ? |
ISABEL |
Fugitiva ? |
TEODORO |
Ela não estava fugindo de nada. Estava a passear apenas. Vamos para a fazenda que com certeza tudo há de se aclarar. |
CORTE PARA A CENA 07.
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Trecho do roteiro do curta-metragem "O pé errado"
SEQ. 08 – QUARTO de zé - INT/DIA
O despertador toca. A mão de Zé sai debaixo da coberta e novamente desliga o rádio-relógio.
Plano no pé esquerdo de Zé levantando e saindo da cama. |
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SEQ. 09 – sala da casa de zé - INT/NOITE
Zé está na mesa da sala lendo jornais e selecionando vagas no caderno de classificados – empregos. (corte)
Ele está enviando e-mails. Currículo. Ele digita uma carta. São Paulo, 15 de Julho de 2003. Está cuidadosamente penteado. Está em casa de gravata. Envia o e-mail. (corte)
Zé sentado na frente do telefone.
O telefone toca. Ele atende.
Zé
Alô. Não. Aqui é o Zé. Alô. Como engano? Espere!
Olha para o telefone e desliga. (corte)
SEQ. 10 – QUARTO de zé - INT/DIA
O despertador toca. A mão de Zé sai debaixo da coberta e novamente desliga o rádio-relógio.
Plano em câmera lenta no pé esquerdo de Zé levantando e saindo da cama.
SEQ. 11 – SALA DA CASA DE ZÉ - INT/NOITE
Zé está na mesa da sala lendo jornais e selecionando vagas no caderno de classificados – empregos. (corte)
Digita - São Paulo, 07 de Agosto de 2003. Está despenteado. Veste uma camiseta. Envia e-mail.
Zé sentado na frente do telefone aguardando que ele toque. (corte)
SEQ. 10 – QUARTO de zé - INT/DIA
O despertador toca. A mão de Zé sai debaixo da coberta e novamente desliga o rádio-relógio.
Plano nos pés de Zé, que tocam juntos no chão.
Digita - São Paulo, 07 de Setembro de 2003. Está totalmente despenteado. Veste pijama. Envia e-mail.
Vai para a cozinha. Abre a geladeira que está vazia. Pega a garrafa de água e começa a servir num copo. O telefone toca. Zé olha desconfiado.
Zé
Alô. Sim. Sou eu mesmo. Ah! O currículo?.Sim a entrevista pode ser hoje, claro. Almoço? Sim, lógico! (olha para a geladeira vazia e sorri feliz). A que horas? 13 Horas. Onde? Brahma? Avenida São João com Ipiranga? Sim, sei. Está bem.
José arrisca alguns passos de dança, feliz. Depois olha no relógio e fica perdido. Anda de um lado para o outro sem saber direito o que fazer. Inserts de Zé fazendo a barba, passando a roupa, engraxando o sapato, se arrumando, penteando o cabelo..(corte) Olha no relógio – 11 horas. Pega as chaves do carro e sai.
SEQ. 11 – RUA - EXT/DIA
Zé entra no carro. Dá na partida. O carro não pega. Insert do marcador de gasolina, mostrando o tanque vazio. Zé joga a chave. Sai do carro. (corte)
SEQ. 12 – PONTO DE ÔNIBUS - EXT/DIA
O ônibus está chegando. Zé dá sinal e embarca no ônibus. (corte)
SEQ. 13 – no ÔNIBUS em movimento - EXT/DIA
Tomada de Zé sentado. Ele olha o relógio. Insert no relógio de pulso, marcando 11 e 20. Ele olha para a moça sentada ao seu lado e sorri.. (corte)
SEQ. 14 – PRAÇA DA REPÚBLICA - EXT/DIA
Zé subindo pela escada rolante do Metrô. (corte) Zé andando na Avenida Ipiranga em direção ao Brahma. (corte) Zé de fronte ao Brahma. Olha a placa e entra.
SEQ. 15 – RESTAURANTE BRAHMA - INT/DIA
Zé entra. O maitre vem em sua direção. Música do piano bar de fundo. O maitre fala com Zé olha o seu relógio de pulso e lhe indica uma mesa. Zé olha o seu relógio.Insert do relógio de pulso de Zé – 12:00 hs. Chega um homem – Zé sorri. O homem passa direto. Inserts de Zé comendo azeitonas. torradas, tomando um aperitivo, comendo tremoço, comendo amendoim.
Na hora marcada chegou o homem num impecável terno de casimira inglesa, óculos redondos e um bigodinho chinfrim, trazendo em sua mão direita um garoto de uns 8 ou 9 anos, de cabelos vermelhos, cara sardenta e olhar de pestinha. Ele se dirige ao maitre que indica a mesa onde Zé está sentado. Zé se levanta imediatamente.
HAROLDO
Não me atrasei, não é ?– perguntou o homem olhando para o seu relógio de ouro no pulso esquerdo – Como vai, senhor José ? Eu sou o Haroldo, e este é o meu filho Guilherme.
Minha esposa foi às compras e me pediu para que o menino almoçasse comigo, não tem problema, não é?
Zé
Claro que não.
O menino estende a mão direita e Zé sorrindo estende também.. Quando aperta a mão do menino, Zé é surpreendido por um choque e puxa a mão rapidamente, fazendo com que salte da mão do menino uma pequena engenhoca dessas compradas em casas de mágicas.
HAROLDO
Guilherme Henrique! Que falta de modos! Estou cansado de falar para você, seu moleque
Ainda sentindo a mão, Zé intercede em favor do garoto.
Zé
Ora deixa pra lá... É apenas uma criança. Uma brincadeirinha inofensiva!
HAROLDO
O senhor me perdoe Senhor José... Essas crianças de hoje...
Sentam-se. O garçom traz o cardápio Ao ler o cardápio Zé arregala os olhos. Está com muita fome.
Zé
Um filé à Cubana, por favor.!
HAROLDO
Boa pedida! Para mim também. O menino come comigo.
Haroldo saca o currículo de sua pasta e começa a ler.
Close em Zé que sorri. De repente, desvia o olhar em direção ao menino e franze a testa, assustado e surpreso. (Corte)- (câmera desvia para o menino que está fazendo caretas olhando para Zé que fica olhando de canto de olho)
HAROLDO
(sem tirar os olhos do currículo) Pois então senhor José, - somos uma empresa em franca expansão e precisamos de alguém com o seu perfil para gerenciar nossa área de informática. Não sou homem de rodeios. Quero sair deste almoço com esse problema resolvido...
A câmera faz tomada sob a mesa mostrando a perna do menino balançando próxima da perna de Zé, esbarrando quando em vez na calça dele.(corte)
câmera volta para a Zé que está olhando para o menino.(corte)
Close do menino – ele sorri para Zé.
Plano nos três. Zé sorri para o menino também.. O menino aperta os olhos, e estende a língua para fora, meneando a cabeça. Zé arregala os olhos e depois disfarça. Precisa do emprego. Não olha mais para o menino. Haroldo continua absorto, lendo atentamente o currículo.
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Trecho do roteiro "A GARRAFA", desenvolvido para o programa seriado Enigma - fatos e lendas da Rede ITV.
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SEQ 01 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / NOITE |
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Roberto chega bêbado em casa. Abre a porta cambaleante, com uma garrafa na mão e dá de cara com a mulher com olhar de reprovação.
SÔNIA |
Você bebeu outra vez, Roberto? |
ROBERTO |
Não me enche o saco, mulher...Você não tem nada com isso... nada!!! |
Roberto caminha até o barzinho e coloca a garrafa entre as outras. (PLANO DE DETALHE DA GARRAFA – FRIZA A IMAGEM)
(CORTE PARA NARRADOR)
SEQ 02 |
ESCRITÓRIO ANTIGO |
INT / NOITE |
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O cenário deve ser simples porém deve guardar um clima de mistério. Um escritório com móveis antigos, livros na estante e um grande globo terrestre antigo, por exemplo...
O narrador entra em cena, trajando um terno escuro com uma gravata sóbria. Deve ser uma pessoa de meia idade com o rosto grave e sério e deve transmitir confiança no timbre de voz.
Não se faz necessário que seja bonito mas também deve ter um tom de mistério em sua imagem.
NARRADOR |
(PLANO 1)
Que mistérios pode conter uma garrafa?
(CORTE PLANO 1)
(PLANO 2)
Que grande mal pode se esconder debaixo da rolha?
(CORTE PLANO 2)
(PLANO 3)
Até onde vai o poder da garrafa... sobre a vida de um homem?
(CORTE PLANO 3)
(PLANO 4)
Hoje, em “Um passo além”, você vai conhecer a história da garrafa... e quem sabe depois, possa responder a essas perguntas...
(CORTE PLANO 4)
(PLANO 5 – CLOSE DO NARRADOR)
Até onde um homem vai, para ter o poder... da garrafa? Não se espante ao saber a resposta...
(ZOOM OUT ATÉ PLANO GERAL)
(CORTE) |
(CRÉDITOS INICIAIS)
A GARRAFA...
SEQ 03 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / NOITE |
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SALA DA CASA |
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(REPETE A CENA INICIAL)
Roberto chega bêbado em casa. Abre a porta cambaleante, com uma garrafa na mão e dá de cara com a mulher com olhar de reprovação.
SÔNIA |
Você bebeu outra vez, Roberto? |
ROBERTO |
Não me enche o saco, mulher...Você não tem nada com isso... nada!!! |
Roberto caminha até o barzinho e coloca a garrafa sobre o barzinho, entre as outras. (CORTE PARA SONIA)
SÔNIA |
Não agüento mais ver você chegando em casa de cara cheia, falando bobagem... |
ROBERTO |
Bobagem? Que bobagem...(pausa) (resmungando)E depois, a cara é minha e eu encho o quanto quiser, cê tá entendendo??? (vai aumentando o volume da voz e ficando nervoso)E não é você, sua cadela, nem ninguém, nem filho da puta nenhum que vai me dizer o que devo ou o que eu não devo fazer... |
Em off ouve-se um choro de criança. É o filho dos dois que acaba de acordar assustado com os gritos do pai.
SÔNIA |
Olha aí... olha aí... Você devia ter vergonha!! E depois você ainda diz que ama o Juninho? É esse o exemplo que um pai dá pro seu filho? É? |
ROBERTO |
Eu amo... eu amo... eu amo o meu filho e você cala essa boca, desgraçada!!!! |
SÔNIA |
Vou calar sim... depois que o juiz me der a separação e a guarda do Juninho! |
TOMADA DE CÂMERA EM PLANO GERAL
Ele avança e dá um tapa nela. Ela cai ao chão, cobrindo com a mão a boca que sangra.(CLOSE DE SONIA) Fica olhando para ele, de pé à sua frente.
CORTE PARA IMAGEM DELE DE PÉ, DO PLANO DE VISÃO DELA, DO CHÃO PARA CIMA, DANDO O SENTIDO DE PODER PARA ELE.
CORTE.
PLANO GERAL
Ela se levanta, caminha em direção ao quarto, mão na boca, olhos fixos nele.
SEQ 04 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / NOITE |
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QUARTO |
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Entra no quarto. O filho, pequeno e assustado( 6 ou 7 anos), olha para a mãe.
Ela o toma nos braços. E aperta contra sí.
TOMADA DO OLHAR DO MENINO SOBRE O OMBRO DA MÃE EM DIREÇÃO À CÂMERA.
DESFOQUE.
CHICOTE EM DIREÇÃO À PORTA DO QUARTO.
Roberto está lá de pé, cambaleante, apoiado no batente da porta, olhando os dois.
SEQ 05 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / NOITE |
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SALA DA CASA |
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Roberto se vira, caminha em direção ao barzinho da sala e ao pegar a garrafa que havia colocado lá ao chegar, derruba todas as outras que lá estão. Cai sentado com a garrafa na mão, abre e toma no gargalo. Passa as costas da mão na boca. Ao levantar o olhar depara com Sonia e a criança na porta do quarto.( FECHA CLOSE EM ROBERTO)Têm uma crise de choro.
ZOOM OUT ATÉ PLANO GERAL
ESMAECE A IMAGEM.
CORTE.
SEQ 06 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / DIA |
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COZINHA |
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Manhã do dia seguinte. Sônia está tomando café da manhã com Juninho. O menino está com uniforme da escolinha. Roberto aparece com cara de ressaca Ela finge que não o vê.
ROBERTO |
Soninha... eu.. eu.. ai minha cabeça. |
Cai sentado na cadeira. Sonia olha desconsolada.
ROBERTO |
(DEMONSTRANDO ARREPENDIMENTO ) Soninha... eu queria te pedir desculpas por ontem... eu... eu.... |
Tenta se aproximar dela, mas ela o evita.
SÔNIA |
Agora, não, Roberto... O menino está atrasado... Peraí... |
Ouve-se uma buzina de carro do lado de fora.
SÔNIA |
Tá Vendo? Olha aí... chegou a van.... |
Sonia levanta-se rapidamente, ajeita o uniforme do menino e sai levando ele em direção à porta. Roberto corre e interrompe os dois. Abaixa-se e abraça a criança. Afasta-o um pouco olha nos olhos dele e o abraça novamente, demonstrando muito afeto pelo filho. Sônia fica olhando...
ESMAECE A IMAGEM.
CORTE.
SEQ 07 |
CASA DE ROBERTO E SONIA |
INT / DIA |
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QUARTO |
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Sônia está se arrumando para sair de casa. Roberto está sentado na cama de cabeça baixa, entre as mãos.
SÔNIA |
Eu não entendo porque você voltou a beber dessa maneira... tava muito bom pra ser verdade... eu sabia que você ia voltar a beber... |
Cai sentado na cadeira. Sonia olha desconsolada.
ROBERTO |
(triste ) Eu perdi meu emprego ontem... Estou muito mal com isso. Eu não merecia ser despedido... Foi por isso que bebi tanto... |
SÔNIA |
Isso não justifica a bebedeira, não Beto... (PAUSA – REPREENSIVA)e a bebedeira não justifica a agressão física.... |
Roberto abraça Sônia
ROBERTO |
Desculpe.... eu te amo. Desculpe. |
Também o abraça, como se o perdoasse.
SÔNIA |
Agora me deixa ir trabalhar porque já é tarde... Não posso perder o emprego também... Ganho pouco, mas é melhor a fonte pingar do que secar, não é mesmo? |
Beijam-se. Ela vai sair ele a interrompe.
ROBERTO |
Ah! Avise a sua mãe que eu vou buscar o Juninho na escola. Vou ficar em casa mesmo.... Então vou passar a tarde com ele no parque... |
SÔNIA |
Que bom... Assim minha mãe descansa um pouco. |
Beijam-se. Ela sai.
CORTE
SEQ 08 |
PORTA DA ESCOLA DE JUNINHO |
EXT / DIA |
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Roberto está esperando a saída de Juninho. O menino vem correndo. Se abraçam. Brincam. Saem correndo pela calçada de mãos dadas.
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Trecho do seriado infantil para TV - Carinhas e Caretas - Episódio: O ovossoauro |
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DAI |
Puxa, doutor que prazer receber o senhor no nosso clubinho... |
TILICA |
Doutor Alucinação? O cientista maluco e inventor? |
O DOUTOR ALUCINAÇÃO COLOCA O INVENTO SOBRE O BALCÃO E OS TRÊS PASSAM A OLHAR CURIOSAMENTE O INVENTO.
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Em carne e osso meu amiguinho... Mais osso do que carne é verdade... mas eu não sou maluco, não. Eu sou um cientista respeitado mundialmente pelas minhas pesquisas sobre transmutação celular psicodélica teletransportável... |
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DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Este é o meuu filhinho. Ele é meu assistente... vocês não querem dar um nome para ele? |
TILICA |
(OLHANDO CURIOSAMENTE PARA O INVENTO, SEM LIGAR PARA O QUE O DOUTOR FALOU) E isto aqui? O que é isto aqui? |
DAÍ E NEI |
(JUNTOS , SEM LIGAR PARA O QUE O DOUTOR FALOU) É, o que é isso?... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Ora! Vocês não estão vendo, crianças do meu Brasil? É o meu teletransportador celular psicodelico... |
TILICA |
(OLHANDO PARA O INVENTO) Ah!!!! |
TILICA E NEI |
(JUNTOS) Pra que serve?... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Bem minhas crianças.do meu Brasil primaveril, futuro infantil desta nação varonil!!! Na verdade esse teletransportador celular psicodélico serve para... para... para... para...calma! Não me apressem! |
DAI |
Nós não falamos nada... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Calma! Deixe-me pensar.... |
TILICA |
Nós não falamos nada... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Não falaram, mas pensaram alto e me atrapalharam no meu raciocínio sobre.... sobre ... sobre... o que eu estava raciocinando dentro da minha cabeça mesmo?... |
DAI, TILICA E NEI |
(JUNTOS) Pra que serve isto????... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Calma! Não me apressem! Pra que era isso mesmo filhinho?... |
O FILHINHO COCHICHA E OS TRÊS ESPERAM CURIOSOS. O DOUTOR OUVE O FILHINHO BALANÇANDO A CABEÇA.
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Ah! É verdade... é verdade (PARA OS TRÊS) Muito bem... Vou contar um segredo para vocês... Sabem para que serve o teletransportador celular psicodélico? |
DAI, TILICA E NEI |
(JUNTOS) Nãããõ ! Pra que????... |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Bem... serve para.... (PAUSA) para... Na verdade verdadeira, minhas crianças do meu Brasil... Eu também não sei ainda para que serve... Mas certamente serve para alguma coisa... |
DAI, TILICA E NEI |
(JUNTOS) Ahhhhhhh!!!! |
DOUTOR ALUCINAÇÃO |
Vou deixar esse invento pesado aquii, e na volta eu pego..... Por favor, cuidem dele...(SAI DE CENA, FALANDO COM O FILHINHO) Será que serve para fazer café? Descascar batatas? Cortar unhas? Secar cabelos? Fazer panquecas? |
DOUTOR ALUCINAÇÃO SAI E ELES FICAM EM VOLTA DO INVENTO OLHANDO CURIOSAMENTE, POR INSTANTES.
NEI |
Puxa... Que louco... nem sabe para que serve esse tal de teletransportador celular... o que será isso Dai? |
TILICA COMEÇA A MEXER NO INVENTO E NÃO PRESTA ATENÇÃO EM NEI E DAI.
DAI |
Bom... Transportador é algo que leva alguma coisa de um lugar para outro... |
NEI |
É verdade... é isso mesmo. E tele? E celular... |
DAI |
Também não sei... Vamos fazer o que a Samira ensinou?
Quando a gente não sabe uma palavra.... |
NEI e DAI JUNTOS |
Vamos consultar o dicionário!!! |
A MÃO TRAZ O DICIONÁRIO. TILICA COMEÇA A OLHAR O QUE OS DOIS ESTÃO FAZENDO.
VOZ EM OFF |
TELE : LONGE. AO LONGE. |
DAI |
É... veja.. por exemplo... Tele... fone.... Um fone para você falar com alguém que está longe... |
NEI |
Ah! É mesmo!!! Tele... visão.... Você vê alguma coisa que está acontecendo longe de você..... |
VOZ EM OFF |
CELULAR: RALATIVO À CÉLULA.
CÉLULA: UNIDADE ESTRUTURAL DOS SERES VIVOS... |
NEI |
Ah! É mesmo!!! Eu estudei isso!!! Que o corpo do homem é composto de células! |
DAI |
Então... o teletransportador celular pode transportar |
NEI |
(ASSUSTADO).....Pode transportar gente de um lugar para o outro!!!!! |
TILICA COMEÇA A MEXER NO INVENTO, COMO SE DIGITASSE ALGUMA COISA.
DAI |
Nãããõ ! Não mexe aí!!! |
TILICA CONTINUA DIGITANDO
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Trecho do roteiro do programa de variedades teen Capricho na TV
Programa semanal, com meia hora de duração, com quatro blocos, e cada bloco dividido em três quadros com 3 minutos e 30 segundos cada.
Alguns quadros serão fixos e outros poderão ser substituidos a cada semana, por um assunto que estiver mais em foco no momento.
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BLOCO 1
Abertura - Apresentação das atrações do programa
Carolina faz a chamada dos quadros
Vinheta 01 - “Ficadas”, namoros etecetera e tal
Carol – Você já viajou com seu namorado? Não? Jáááá? – Pois, é hoje, nós vamos conversar com a Tati, com a Fabi, com a Manu e com o Felipe, com os pais da Laura e com a psicóloga Dra. Tereza para sacar o momento certo. Se vc está com esse tipo de problema não deixa de ver essa matéria porque aqui vai pintar várias dicas para te ajudar a conversar na boa com os seus pais.
Vinheta 02 - Moda
Carol – E nesse inverno? O que vai pegar? Vc já deve estar se preparando para encarar o frio. Então, nada melhor do que dar uma olhada no que a galera vai usar. E saber também o que um dos estilistas mais famosos do país diz sobre o modelo ideal de roupa para cada tipo de lugar e para cada tipo corpo....
Vinheta 03 – SOS - Grilos e dúvidas
Carol – E agora, o que eu faço? Se você não sabe o que fazer, mande um e-mail e a gente procura o especialista... Um médico, um esteticista, uma pscióloga, enfim alguém que resolva a sua dúvida. Hoje nosso convidado é um dentista. O Dr. Evaldo Ponce de Leon vai nos falar sobre quando e por que usar aparelho nos dentes. Correção estética ou só uma curtição?
Vinheta 04 – De olho na fama
Carol – Ai, eu não agüento mais suspirar. Tô suspirando em dobro. Não, não! Em triplo!
Sabe por que? É que eu entrevistei não um, mas três gatos.... Eles são tudo de bom... Talvez vocês ainda não conheçam o L3... mas esse gatinhos já estão fazendo chover estrelas... Você também vai se apaixonar por eles...
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Vinheta 05~- Esportes Radicais
Carol – Vc tem medo de altura? Bom, se eu tinha algum não tenho mais, porque pulei da ponte da Av. Sumaré! Calma, calma! Não é o que vc tá pensando. Eu me amarrei toda e fiz um salto superseguro de bungee jump. Cara, foi o máximo. Adrenalina a mil.
Vinheta 06 – O que você vai ser?
Carol – Quando a gente é criança, a pergunta que mais ouvimos é: O que você vai ser quando crescer? É uma dúvida que pinta quando somos crianças e persiste até no momento do vestibular... E você o que vai fazer? Medicina? Administração? Direito? Educação física? Nós vamos conversar com profissionais que vão nos apresentar suas profissões, os prós e os contras, salários, enfim tudo o que pode te ajudar a decidir...
Vinheta 07– Baladas – Da Tecnera ao Forró
Carol – Olha, hoje eu curti uma balada forte: comecei num forró e acabei a noite numa rave. Encontrei de tudo. Vamos ver o qua anda acontecendo na noite de Sampa...
Corte
Close de Carol
Carol – Gostou? Então vamos começar logo o programa de hoje? Demorou, né?
Corte
Vinheta 01 - Ficadas
Frase: Jamais diga uma mentira que não possa provar." (Millôr Fernandes)
1º quadro- Ficadas, namoros, etecetera e tal (3’30”)
Carol – A pergunta é a seguinte: -Você já viajou com seu namorado? Sim - não?
Aqui está a Tati nossa primeira entrevistada... ela tem 17 anos. E ai, Tati?
Resposta de Tati
Carol – E você Manú, com que idade que você acha qaue já pode viajar sozinha com seu namorado?
Resposta de Manu
Carol – Agora, outra parte interessada... eles! Felipe... qual a sua opinião?
Resposta de Felipe
Carol – Muito bem. Agora eu vou convidar vocês três para ouvirmos o outro lado da moeda... Os pais e a psicóloga, Dra. Tereza...
Corte para a opinião dos pais
Corte para a opinião da psicóloga
Corte para Carol para fechar a matéria
Carol – Taí...você que pretende viajar com o seu namorado ou namorada, pode analisar todo nosso papo e tirar suas conclusões... Está mesmo na hora?
Corte
Estrelinha
Carol na saída de um colégio qualquer, pergunta aos alunos / alunas que saem:
Carol – Você já pagou algum mico?
Selecionar e editar resposta mais interessante.
Flash
Carol – Daniel Zettel de Mulheres Apaixonadas, anda meio sumido né?
Pontuar Fotos ou cenas de Daniel – com voz de Carol em off
Está esperando ser chamado pelo núcleo de teledramaturgia.
Enquanto não recebe convite para outra novela abraçou uma campanha para mudar o código penal, lancada pela família de Gabriela Maia que morreu em 2003 no metrô da Tijuca, no Rio.
Abrace essaa campanha junto com o Daniel. Acesse o site: www.gaabrielasoudapaz.org |
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Trecho do roteiro do programa de videoclips - Old Times, que conta a vida dos ídolos das musicas dos anos 60,70 e 80. |
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ADILSON |
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O início do ano de 1969 era marcado pela posse de Richard Nixon, que da Casa Branca fazia seu primeiro discurso para o mundo como presidente eleito dos Estados Unidos...
Também norte-americanos, Karen e Richard Carpenter, ao lado de Wes Jacobs inciam sua carreira, apresentando-se em festivais e fazendo gravações independentes. Algumas dessas fitas demo chegaram à A&M Records. Os donos da gravadora - o músico Herb Alpert e o empresário Jerry Moss - contrataram Karen e Richard imediatamente
Gravam então o seu primeiro compacto simples, que alcança o respeitável posto de número 54 na parada nacional.: A música: “Ticket to ride”
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Em 1963 Richard chegou a gravar Garota de Ipanema com o seu Richard Carpenter trio, onde Karen era uma mera baterista
A música Ticket to ride é uma regravação de um sucesso de 1965 dos Beatles...
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A dupla constitui então sua banda para a primeira turnê, que teria a seguinte formação: Richard no piano elétrico, Karen na bateria e vocais, Bob Messenger no baixo e flauta; Doug Strawn, no clarintete elétrico, Gary Sims na guitarra; Tony Peluso na guitarra e órgão; Danny Woodhams no baixo elétrico eJim Anthony na percussão.
Enquanto o seleção brasileira conquistava o mundo e o ouro da Copa Jules Rimet definitivamente para o Brasil com o tricampeonato mundial em 1970, os irmãos Carpinters também conquistavam o mundo e o seu primeiro disco de ouro com uma música de Burt Bacharach e Hal David: Close to you.
Nenhum de seus sucessos posteriores conseguem superar a alegria e a euforia que Karen e Richard sentem quando atingem pela primeira vez o topo da parada de sucessos. |
EXIBIR IMAGENS DE KAREN NA BATERIA E DESSA FORMAÇÃO DO GRUPO, OBTIDAS NO CLIP 04 DO DVD – RAINY DAYS AND MONDAYS
CLIP 02 – CLOSE TO YOU
FAIIXA 02 DO DVD
GC
Os Carpenters venderam nada menos do que 100 milhões de álbuns durante a sua carreira.
Karen tinha verdadeiro horror a excesso de peso. Sempre achava que ainda precisava perder alguns quilos.
Segundo ela, o público não gostava de cantores obesos. |
Para calar a boca daqueles que duvidavam do talento da dupla, o segundo compacto simples lançado pelos irmãos Carpenters veio comprovar que o sucesso não era mera casualidade. We´ve Only Just Begun vendeu nada menos que um milhão de cópias.
Eles lançam então o LP Close to you, que se converte no mais vendido de seus discos editados nos Estados Unidos.
Isto rende ao grupo inúmeras turnês e convites aos mais importantes programas de televisão como Johnny Carson, David Frost, Ed Sullivan, no tradicional programa “American Bandstand e no programa “This is Your Life”, onde foram os mais jovens convidados, já que o programa homenageava apenas velhos e consagrados artistas.
Em 1970, são indicados para o prêmio Grammy em cinco categorias, obtendo dois gramofones de ouro, nas categorias de artistas revelação e melhor grupo vocal.
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EXIBIR EM BG IMAGENS DO CLIP 03 DO DVD – WE’VE ONLY JUST BEGAN
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Em 1971, enquanto sob o olhar do mundo, pousava na lua o módulo lunar da missão Apolo 14, os Carpenters lançavam o seu terceiro LP que registraria apenas em suas vendas iniciais, um milhão de dólares, se convertendo no segundo álbum mais vendido do ano nos Estados Unidos, e permanecendo entre os primeiros dez discos mais vendidos e executados.
Com mais três indicações para o Grammy e o prêmio de melhores intérpretes, os compactos simples com as músicas “For all we know”, “Rainy Days and Mondays” e “Superstar”,, vendem mais de três milhões de exemplares,
Os pais dos Carpenters fundam o primeiro fã clube da dupla e revelam detalhes da vida pessoal deles.
Como do gosto de Karen por Spaguetti e salada de frutas; que Richard adora assistir filmes de ficção científica; que Karen ama cavalos e animais de corrida, que gosta de cozinhar e fazer trabalhos de bordado; ou ainda que Richard coleciona antigos discos de 78 rpm e automóveis (como a Ferrari GTB 72 da capa do disco Now & Then). |
CLIP 03– SUPERSTAR – faixa 5 do DVD
GC
A faixa “For All We Know” foi trilha sonora do filme “Lovers and Other Strangers”
Richard Tornou-se dependente de tranquilizantes, o que provocou algumas internações em casas de repouso |
Em dezembro são eleitos “O Grupo Musical do Ano” pela “American Guild Veriety Artists”,
prêmio entregue durante uma transmissão especial de um show de Ed Sullivan pela CBS. |
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No início desse ano, um fato abala o mundo: soldados britânicos abrem fogo contra A multidão na Irlanda, fato que ficaria conhecido como domingo sangrento e seria cantado anos depois pelo grupo irlandês U2 em Sunday blody sunday...
Nos Estados Unidos o ano é marcado por apresentações dos Carpenters no “Greek Theater” de Los Angeles, e o circuito em hotéis de Las Vegas e Lake Tahoe, pela realização de uma turnêe pela Austália, Hong Kong e Japão.
Os Carpenters ainda interpretam a canção vencedora do Oscar - Bless the Beasts and Children”.
O hit “Hurting Each Other”, lançado em 23 de dezembro de 1971, se transforma em 72 no seu sexto compacto simples de ouro e em sua quarta canção em primeiro lugar nas paradas de sucessos
No campo pessoal, eles realizam uma série de doações para a luta contra o câncer.
Karen é convidada para ser presidente honorária do organismo nacional “Youth Against Cancer” (Juventude Contra o Câncer).
.Os compactos simples de 1972 são “It’s Going to Take Sometime” e “Goodbye to Love”. O quarto álbum da dupla chama-se “A Song For You
Em 1973 é lançado o compacto simples com a música “Sing”, que também ganha disco de ouro.
John Bettis. Velho amigo de Richard & Karen desde o tempo da Universidade começa a compor em parceria com Richard e seu primeiro sucesso “Goodbye to Love”, é seguido por outros dois “Yesterday Once More” e “Top of the World” .
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Na Inglaterra, uma coletânea dos compactos simples dos Carpenters entra nas paradas e permanece por dois anos. São lançados nos Estados Unidos o quinto e o sexto albuns: “Now and Then” e “Singles: 1969-1973”.
Ambos ganham disco de platina.
Ambos chegam ao Top das paradas.
Em 1974 em sua turnê pelo Japão, 5000 fãs recepcionam calorosamente a dupla. As entradas para o concerto são colocadas à venda e acabam em menos de uma hora. O concerto é transmitido pela TV para todo o país.
Os Carpenters tranformam mais um hit em número um das paradas. É a música “Please Mr. Postman” outro antigo sucesso das Marvelletes e também dos Beatles.
Em 1975 os Estados Unidos retiram suas tropas do Vietnan, permitindo a reunificação do pais e o nascimento da Republica socialista do Vietnan.
Começam a ocorrer alguns problemas de saúde para Karen, que em função da agenda lotada havia tirado suas últimas férias em 1969.
Os sintomas já anunciavam o início de sua anorexia nervosa. Os Carpenters são obrigados a cancelar a turnê que fariam pela Inglaterra e Japão.
Eles lançam o álbum “Horizon” e colocam dois compactos nas paradas de sucesso: “Solitaire”. e “Only Yesterday”. |
EXIBIR EM BG IMAGENS DO CLIP HURTING EACH OTHER – faixa 6 do DVD
CLIP 04 – TOP OF THE WORLD – faixa 7 do DVD
EXIBIR EM BG IMAGENS DO CLIP PLEASE MR. POSTMAN – faixa 8 do DVD
CLIP 05– ONLY YESTERDAY – faixa 9 do DVD
Em Dezembro de 75, Karen, pesando então 45 quilos sofreu um colapso nervoso e foi obrigada a tirar 2 meses de férias.
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Trecho do roteiro do programa Brasil nosso de cada dia (terceiro setor)
Um programa criado para ser porta-voz de todos aqueles que fazem algo por um mundo melhor, mostrando o trabalho do Terceiro Setor , pessoas da sociedade e o trabalho social que grandes empresas se preocupam em realizar.Temas como meio ambiente, agricultura natural, educação, energia solar , a água e o desperdício, medicina natural e assuntos correlatos. |
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Imagem |
Narração |
Tomadas de fora da escola, mostrando a parte externa da casa, se houver placas, luminoso ou similar, não mostrar ainda. Apenas tomadas da casa |
Uma casa? Uma escola? |
Tomadas da parte interna da escola – terra – árvores
Plantas – canteiros |
Um quintal ? Uma chácara? |
Crianças brincando |
O Sitio da vovó? Um parque infantil?
Tudo isso e muito mais
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Close de Tereza sorrindo, sobrepondo a imagem das crianças
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Tereza Soares Pagani
Terezita...
A mulher que trouxe os quintais da sua infância em Colatina para a infância das crianças paulistas, transformando-os em quintais urbanos ... |
Portão da escola se abrindo
A câmera caminha em direção ao portão e entra |
Vamos entrar e conhecer o que nos reserva a magia desses quintais |
Imagem |
Narração |
Mão com punhado de terra deixando a terra cair em slow-motion e primeiro plano
Ao fundo o fogo
O foco sai da terra e vai para o fogo
Corte para a água correndo da bomba manual |
Ar,
Água,
Terra e
fogo
os elementos que fazem a vida
Aqui, são lições para o resto da vida
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Trecho do roteiro do Programa Alexandre Paes (humorístico) |
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Quadro: NONÔ E NANÁ
Participantes:
Nonô – Alexandre
Naná – Bianca
SEU NONÔ E DONA NANÁ ESTÃO SENTADOS.
DONA NANÁ FAZ TRICÔ. OS DOIS ESTÃO COM AS PERNAS COBERTAS COM UMA MANTA XADREZ. ESTÃO UM POUCO DISTANTES UM DO OUTRO.
DONA NANÁ – Nonô, você acha que eu to muito velha?
SEU NONÔ – Olha, Nana...velha, não... cê tá um pouco rodada, né?
DONA NANÁ – Ah! Nono... to velha então? (COMEÇA A CHORAMINGAR)
SEU NONÔ – Não Naná... olha qui minha velha.... você não aprenta a idade que tem não...
DONA NANÁ – (MAIS FELIZ) Que idade você me dá, Nonô!
SEU NONÔ – Bom... pelos cabelos dou-lhe 20 anos.
NANÁ FICA FELIZ
SEU NONÔ – Bom... pelo olhar, Naná dou uns 19 anos.
NANÁ FICA FELIZ
SEU NONÔ – Pela pele uns 18.
NANÁ FICA FELIZ
SEU NONÔ – E pelo corpo, Naná dou 24 anos.
NANÁ - (FELIZ) Ah! Nono... você continua gentil...
SEU NONÔ – Gentil, nada. Eu sou é sincero, Nana. Agora, espera um pouco que eu vou fazer a soma....
PROGRAMA NOVA GERIATRÃO
Participantes:
Leidaselva Aguiar – Alexandre
Caubi Péxato e Aguinaldo Fimóseo – Robson Sé
Voz em off: e agora com vocês o programa Nova Geriatrão com Leidaselva Aguiar.
LEIDASELVA – Hoje teremos a reunião fantástica de duas celebridades: Caubi Péxato e Aguinaldo Fimóseo. Caubi... posso perguntar sua idade?
MOMENTO CULTURAL
CHAMADA NA TELA E VOZ EM OFF:
MOMENTO CULTURAL
FRASES FAMOSAS
CHAMADA NA TELA: CASAMENTO
Voz em off: "O casamento é como a avenida Paulista: começa no Paraíso e termina na Consolação"
CHAMADA NA TELA: HOMEM BEM SUCEDIDO
Voz em off:Um homem bem sucedido é o que faz mais dinheiro do que sua mulher pode gastar.
CHAMADA NA TELA: MULHER BEM SUCEDIDA
Voz em off:Uma mulher bem sucedida é a que acha esse tipo de homem.
Chamada na tela: O BOM ALUNO
Voz em off: O bom aluno do pólo norte é aquele que vive com as notas Abaixo de Zero.
JORNAL RI TV
Participantes
Augusto Peroba (Âncora)– Alexandre
Sandra Iceberg (Anzol) - Tati
Ana Stopper Dida – (Reporter e bicho-grilo) Alexandre
Lula – Robson
Chaplin - Bianca
VOZ EM OFF - PLANTÃO DO JORNAL RI TV
AUGUSTO PEROBA PEGA UM CIGARRO E PÕE NA BOCA.
AUGUSTO – Você se incomoda que eu fume ao seu lado?
SANDRA – Não... desde que você não se incomode que vomite em cima de você....
AUGUSTO PEROBA – Tá bem, eu não fumo. Sandrinha, meu amor, você deixou outra vez a bisnaga da pasta de dente destampada e a tampinha caída dentro ralo da pia do banheiro...
SANDRA – Não me lembro disso. Lembro que ontem você deixou de propósito aquela sua cueca suja em cima do sofá justamente na hora em que mamãe foi me visitar...
AUGUSTO PEROBA – Ah! Foi é? Também não me lembro disso!
SANDRA – Por que você odeia minha mãe?
AUGUSTO – Imagina... gosto tanto dela como gosto de uma boa cerveja...
SANDRA – Como assim?
AUGUSTO – Gelada e em cima da mesa...
O DIRETOR AVISA QUE O JORNAL ESTÁ NO AR. ELES SE RECOMPÕE.
Câmera em Alexandre
GC – Augusto Peroba – Âncora
Câmera em Tati
GC – Sandra Iceberg - Anzol
SANDRA – Está no ar mais um jornal Ri TV ...
AUGUSTO – O último à dar as primeiras..
SANDRA – (corrigindo) O primeiro a dar as últimas...
AUGUSTO – (PARA SANDRA) Que seja... (PARA A CÂMERA) Política... o Presidente acaba de chegar ao Japão e alega que nessa escala acaba de atingir o seu principal objetivo: Cumprir a o promessa feita á sua esposa no dia do seu casamento em mil novecentos e setenta e rolha de que daria a ela uma viagem de lua de mel em torno do mundo. Promessa feita. Promessa cumprida.
SANDRA – Comprida mesmo, hein? E agora ao vivo, diretamente do Japão, nossa enviada especial Ana Stopper Dida.
ANA – (GC ANA STOPPER DIDA – repórter e bicho grilo) Estou aqui e já tenho ao meu lado o presidente Lola que acaba de pousar.
LULA – Lula, companheira... E não pousei não, que não sou passarinho. Desci do avião e vim andando mesmo. Não sou ave.
ANA – Pois não, seu Lola...
LULA – Lula, companheira...
ANA – Então...por falar em ave agora que o senhor está aqui no Japão, o senhor não tem medo da gripe aviária?
LULA – Veja bem... já dei essa mesma resposta pro Paloffi antes de sair do Brasil.... Seu eu tivesse medo da gripe aviaria, eu não viajava de avião, não é mesmo, companheira?
ANA – Ah! Mas agora que o senhor está aqui no Japão e sabendo que a gripe do frango já atingiu toda a Ásia...
LULA – Não me diga isso, companheira... A gripe do fango atingiu a Ásia?
ANA – Já disse né, seu Lola...
LULA – Lula, companheira... mas diga que não é verdade...
ANA – Já disse e vou repetir: a gripe do frango atingiu toda a Ásia... o senhor não tem medo?
LULA – Pois é companheira... agora comecei a ficar com medo, né? Justo na Ásia? A parte do frango que eu mais gosto comer? (SAI RESMUNGANDO)
ANA – Ana Stopper Dida, para o Jornal Ri TV. É com você Sandra Iceberg!
SANDRA - Rapaz cai sob rolo compressor mas é salvo por milagre e pela inteligência do homem que o socorreu
AUGUSTO – Pedro Paulo Pizza, caiu nesta tarde sob um rolo compressor sendo acudido por um homem que passava. Ao notar que Pedro Pizza ainda respirava o homem levou-o imediatamente ao Pronto-Socorro.
SANDRA - Entretanto, ao chegar ao Pronto-Socorro, já passava das 6 horas da tarde e o expediente estava encerrado. As portas estavam fechadas. O homem não identificado notou, entretanto que havia movimentação dentro do Pronto-Socorro.
CHAPLIN PASSA POR TRÁS, OLHANDO PARA AUGUSTO. PÁRA ATRÁS DELE DE BRAÇOS CRUZADOS DEPOIS SAI.
AUGUSTO – Ele não teve dúvidas. Agindo rapidamente colocou Pedro Pizza dentro de um envelope endereçado ao médico de plantão e enfiou por baixo da porta, salvando assim sua vida! Nossos parabéns a esse herói anônimo.
SANDRA - Depois de se recuperar Pedro Pizza diz que sua vida agora está meio chata....
AUGUSTO – (PAUSA ELE LÊ O TEXTO E BALANÇA A CABEÇA)
Bem... tem merda aqui... vou pedir nossos comerciais...
VINHETA DOS COMERCIAIS
ô Sandra você que é a redatora, não sabe que não é permitido Merchan no noticiário?
SANDRA – Como merchan?
AUGUSTO – Mercahandising, querida. Não pode. Não vou ler isso.
SANDRA – Não é merchandising... pode ler!
AUGUSTO – Ok.. Você se responsabiliza, então..
SANDRA – Claro que me responsabilizo, estúpido.
AUGUSTO – Ok.. então vou ler...
VINHETA DOS COMERCIAIS
AUGUSTO – E agora diretamente doril.
SANDRA – Do Rio! (FUZILA ELE COM O OLHAR ANTES DE LER A NOTÍCIA) A atriz loira Talita Love foi encontrada morta em seu apartamento no Leblon.
ENTRA O CHAPLIN,DESREGULA A VOZ DO APRESENTADOR E SAI SANDRA TRAZ ELE PELO COLARINHO E FAZ ACERTAR A VOZ. CHAPLIN SAI.
SANDRA – Desculpem nossa falha. A atriz loira Talita Love foi encontrada morta em seu apartamento no Leblon.
AUGUSTO – Ela se sentiu mal na noite de ontem e procurou um médico que lhe receitou um remédio que se fosse tomado salvaria sua vida.
SANDRA – No criado mudo ao lado da cama da loiríssima Talita, como a atriz era chamada, foi encontrado um frasco do referido remédio
AUGUSTO – Ela morreu parecendo olhar para o rótulo do frasco que dizia: CONSERVE FECHADO.
SANDRA- Em nossa última edição demos a seguinte notícia:
"Homem tenta se suicidar e mata o irmão gêmeo por engano".
Na realidade ficou provado que o homem conseguiu se suicidar.
Esse caso foi desvendado pelo brilhante investigador japonês Jamil Tokei.
AUGUSTO - O que aconteceu realmente, foi que o irmão gêmeo do suicida presenciou o suicídio e se entregou à polícia pensando que havia assassinado o irmão.
SANDRA - Parabéns à nossa polícia por mais esse dificílimo caso desvendado, pois o retrato falado do assassino batia perfeitamente com a aparência do suicida.
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Trecho do roteiro do programa VELOZES E CURIOSOS - (automóveis-velocidade) |
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Bloco 02 |
OFICINA TARSO |
INT / DIA |
Tomada 02 |
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Câmera caminha entre os carros – Som ao longe
Câmera vai se aproximando do carro onde está Ester e o som vai aumentando.
Ester está dançando, dentro do carro curtindo muito o som de um DVD.
Câmera passa por Ester, entra no carro e fecha em detalhe na tela do DVD.
Ester baixa o som do DVD
Roda o lançamento
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Eu não conheço nenhum apaixonado por carros que não tenha um bom equipamento de som no seu automóvel.
Música e direção parece que se complementam...
Por isso, a música não poderia faltar em nosso programa.
Neste quadro estaremos apresentando os principais lançamentos do mercado e mostrando as músicas, ritmos e clips que fazem a cabeça da galera.
Vamos ver e ouvir então o lançamento de hoje. Play.
Vinheta de encerramento de Bloco. |
Bloco 03 |
OFICINA TARSO |
INT / DIA |
Tomada 01 |
Vinheta de Abertura - Lançamento. |
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Tomada de Tarso e Ester caminhando entre os carros na oficina Estão andando em direção à saída.
Inserts de imagens com Logos das principais marcas
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TARSO
Vocês vão ter em primeira mão, os lançamentos das montadoras....
Vamos trazer para todo o Brasil, as novidades da indústria de autopeças e serviços... Todas as informações e dicas mais quentes para seu hobby e sua paixão por automóveis... |
Bloco 03 |
OFICINA TARSO |
INT / DIA |
Tomada 02 |
Vinheta de Abertura - Entrevistas. |
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Imagens
Neste momento chegam na garagem da oficina onde estão estacionados lado a lado uma moto e um carro
Tarso entra no carro e chama Ester. Ester entra. |
No programa velozes e curiosos, você vai ver entrevistas com os principais nomes do automobilismo e grandes personalidades que irão nos explicar seu envolvimento com automóveis e de curiosidades de sua carreira e trabalho.
Trataremos de todos assuntos que interessam aos brasileiros que são apaixonados por automóveis e velocidade.
Onde a palavra de ordem for velocidade, o programa velozes e curiosos estará lá.
Sim velocidade, pois não abordaremos somente a paixão por automóveis. Vamos falar também de aviões, Off Shore, Kart e também motos
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A tomada deve ser feita através da janela deTarso.
Tarso olha para Ester
Tomada de Ester saindo do carro.
Plano Geral
Ester senta na moto e sai em disparada
Close de Tarso surpreso
Plano Geral
Tarso dispara atrás dela cantando pneus.
começa o clip Velozes e Curiosos que encerra no Autódromo de Curitiba com todos os carros e uma grande festa. (tomada aérea). |
Como vocês podem ver, o programa Velozes e Curiosos irá fazer parte da sua vida...
Nós estaremos juntos todos os sábados e também nos eventos que estaremos organizando. Aguarde.
E não esqueça: Onde você ver a marca Velozes e Curiosos você sempre vai encontrar muita ação e emoção.
Venha com a gente.
CORTE
TARSO
Ei, ei! Onde você vai????
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Trecho do roteiro da entrega do Prêmio Irmãos VillasBôas Humanitas realizado dia 18/09/2004 no Theatro São Pedro.
Homenagem a pessoas e entidades que dedicam sua vida ao trabalho em prol de um mundo melhor e que receberam o Troféu Irmão Vilas Boas – Humanitas – uma escultura do artista Arcângelo Ianelli.
Foram homenageadas entidades e personalidades que se destacaram pela sua dedicação a atividades construtivas, assistenciais ou de elevação da pessoa humana e por esse motivo merecem nossa gratidão, admiração e reconhecimento. |
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Voz em Off: - E agora com vocês os apresentadores oficiais desta noite: Thaís Alves e Cláudio de Luna
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ENTRAM THAÍS E CLÁUDIO |
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THAÍS - Boa Noite. |
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CLÁUDIO - Boa Noite. Sejam bem – vindos à esta noite de celebração pela paz. |
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THAÍS - Como vocês acabaram de ver e ouvir, a emoção está presente, assim como o amor dentro dos nossos corações. |
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CLÁUDIO – Vamos ver se conseguimos nos lembrar, Thais? Ouvimos o Hino Nacional, vimos a brilhante apresentação do Grupo Arrasta Lata um grupo formado no Projeto Arrastão. |
THAÍS – E esse som envolvente é tirado de instrumentos confeccionados pelo próprio grupo a partir da de material reciclado.
Parabéns aos dirigentes do Projeto Arrastão, pelos 35 anos de existência e dedicação à Comunidade de Campo Limpo. Você não poderiam faltar à nossa celebração pela paz. |
CLÁUDIO – Depois do Grupo Arrasta-Lata, vocês ouviram Vida Alves Presidente da ProTV, que em conjunto com o Museu do Cinema Antonio Vituzzo e com o CEPAZ tornaram realidade um antigo sonho do nosso querido e inesquecível Vituzzo. |
THAÍS – Depois disso, o Clip da Paz, Sonia Maria Dorce com suas comoventes palavras sobre Antonio Vituzzo, Elisa Guerra, Presidente do CEPAZ, o lindo clip sobre os Irmãos Villas Bôas e finalmente essa maravilha que são os envolventes Violinos Internacionais. |
CLÁUDIO – Opa... parece que esquecemos alguém... |
THAÍS – Não, Cláudio... Não esquecemos não... Ele será o primeiro a receber o troféu...
Wellington Nogueira dos Doutores da Alegria! |
CLÁUDIO – Em 1986, Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, apresentava-se num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente da Clown Care Unit.
Em 1988 Wellington Nogueira passou a integrar a trupe americana.
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THAÍS – Voltando ao Brasil, em 1991, Wellington resolveu tentar aqui um projeto parecido..
Os preparativos deram um trabalho danado, mas valeu a pena.
Em setembro daquele ano, numa luminosa iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo (hoje Hospital da Criança), teve início o programa
A “Doutores da Alegria” é uma entidade sem fins lucrativos que realiza cerca de 50 mil visitas por ano, levando alegria a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. |
CLÁUDIO – Indicações - Traumas ligados à hospitalização infantil: perda de controle sobre o corpo e a vida; atitudes negativas em relação às doenças e à recuperação.
Contra-indicações - Não há.
Posologia -A besteirologia deve ser aplicada diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste.
É remédio para a vida toda.
Recebe o troféu Irmão Villas Boas o criador dos Doutores da Alegria no Brasil, Wellington Nogueira.
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THAÍS – Na comunicação, a poesia exerce um papel fundamental quando de fala de amor... quando se fala de paz.
A poesia também se fará presente aqui, nas palavras de um poeta brasileiro, reconhecido internacionalmente. - Thiago de Mello, com seu Ato Institucional Permanente... |
CLÁUDIO – Estatutos do Homem - Artigo I.
Fica decretado que agora vale a verdade.
Que agora vale a vida,
e de mãos dadas, marcharemos
todos pela vida verdadeira.
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Trecho do roteiro do Programa Fernando Bernardes (country). |
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BLOCO 1
- Vinheta de Abertura (5”)
- Abertura (3’)
Tomada externa – campo aberto
(Plano geral – diversas tomadas) Boiada em disparada.
Fernando tocando a boiada.
Fernando pára. (zoom-in até plano americano – corte)
Abre em contra-plano à última imagem
(ainda em plano americano)
FERNANDO
(inserts com imagens do programa)
Meu nome é Fernando Bernardes. Estamos começando o nosso primeiro programa.
Queremos trazer até você esse cheiro de terra molhada, essa sensação de sol na pele, esse amor do sertanejo pela roça, a troca de energia com o chão, com o gado, com a natureza, com os sons... do vento... do passaredo.... da música... a música que terá um lugar de honra no nosso programa... A música sertaneja, a verdadeira música do campo – o rasqueado, o rasta-pé, o chamamé, o forró, a moda de viola, o pagode de viola, enfim, todos esses ritmos compõem a música sertaneja, a musica do homem do campo no Brasil.
Esse mesmo homem, esse mesmo matuto do campo, que lá os Estados Unidos tem o nome de cow-boy tem a sua música chamada naquelas bandas de música country... eu gosto de juntar tudo isso num mesmo balaio e esse balaio vocês vão ver aqui no Programa Fernando Bernardes.
(mudar o plano)
Aqui você também vai ficar informado sobre o crescimento e desenvolvimento de técnicas que a medicina veterinária, a zootecnia e principalmente a experiência que os antigos trouxeram para os dias de hoje, para aumentar a produtividade e a viabilidade da pecuária nacional.
E vamos falar do homem do campo... falar com o homem do campo... da filosofia, não de como toca o gado , mas o sentimento de quem está por trás disso. Quem é que está fazendo as coisas acontecerem no campo, na fazenda...
Não aquele sertanejo que você vê em cinema e novela, mas na verdade aquele que faz, que vive da lida pra sustentar a família, com seu cavalo, com seu laço, com seu amor pelas coisas do campo... o sentimento que cada um traz no coração, os sonhos de cada um...
Ah! E as provas? Os rodeios? Também vamos mostrar... E isso é também esse homem que acabamos de falar...
Um desenvolve aqui dentro da fazenda.
O outro está nos rodeios e provas, que é a competição entre os melhores do campo. Vaqueiro e cowboy... sonhos histórias, medos, dúvidas, inquietações, paixão... inspiração do sertão....
Vaqueiro e cowboy... São a mesma coisa... O homem do campo trabalhando com o coração.
Com a raiz da alma. (FADE)
- Música (3’)
Nas Pedras
Fernando cantando Raiz da Alma...
- Lida (5’55”)
(Diversos planos – valorizar plano de detalhe)
Tomadas de Fernando e 3 ou 4 peões arreando o cavalo e saindo para o campo.
Fernando conversando com os peões, deve citar que estão indo recolher um lote de vacas para diagnóstico de gestação.
Falam sobre a cultura, das tralhas, das particularidades de cada um.
Ex.:Por que peão e não tratorista,
sonhos, dificuldades, crenças
- Dr. Fernando (5’55”)
Tomadas de Fernando e os homens já tocando lote de vacas. (corte)
Embretando as vacas.
Fazendo e explicando o Diagnóstico de gestação e o que ocorre depois com as vacas prenhas e vazias.
GC – Dr. Fernando Bernardes - Veterinário
(corte)
Fernando chama segundo bloco.
FERNANDO
Ó... Sai daí, não. No próximo bloco você vai saber tudo sobre a prova de laço... Um esporte que surgiu na lida, e se transformou competição.
Até já....
(inserts com imagens do próximo bloco)
Música de fundo - Fecha com GC
“Madrugada camponesa,
faz escuro (já nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar”
(Thiago de Mello)
BREAK
- Vinheta de encerramento de bloco (2”)
Vinheta de Abertura (5”)
Laçada (1’)
Diversas tomadas de laçadas de Zé Fininho e Fernando, até obter uma laçada perfeita de cada um deles.
Vamos abrir o bloco com imagens de duas laçadas perfeitas.
IMPORTANTE: Fazer reunião de pauta com Zé Fininho para definir teor da entrevista.
Fernando volta arrumando o laço e inicia entrevista com Zé Fininho.
- Como funciona a Prova de laço em dupla (6’)
Fernando fecha entrevista com Zé Fininho:
FERNANDO
Então, Zé fininho, eu queria agora, falar um pouco sobre a prova de laço em dupla. Explicar pro pessoal como é que funciona... E queria que você falasse um pouco sobre laço de cabeça
Zé Fininho fala sobre Laço de cabeça (2 minutos).
Fazer tomadas para inserts do laço de cabeça.
Fernando fala sobre Laço de pé (2 minutos)
Fazer tomadas do laço de cabeça para inserts.
Zé fininho fala sobre treinamento do cavalo para laço. Cabeça e pé. (2 minutos)
Fazer tomadas de treinamento do cavalo para inserts
Plano de detalhe do violão encostado na cerca.
Sai andando com Zé Fininho
FERNANDO
No próximo bloco a prova de laço da Fazenda Renascer...
Fernando continua andando com Zé Fininho e fecha o bloco cantando (2 minutos).
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Trecho do roteiro O FILHO PRÓDIGO - microssérie em 3 capítulos.
Dramatização das parábolas biblicas, adaptadas aos tempos atuais, em 3 capítulos de 30 minutos de |
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CENA 04 - LEONARDO ESTÁ DESEMBARCANDO NO AEROPORTO SANTOS DUMONT, NO RIO DE JANEIRO. PEGA UM TAXI E VAI DIRETO AO HOTEL TRANSCONTINENTAL. PAGA O TAXI E DESEMBARCA. ESPERA QUE PEGUEM SUAS MALAS, SEGURANDO SEMPRE EM SUA MÃO A PASTA QUE CONTÉM O DINHEIRO, E DIRIGE-SE PARA A RECEPÇÃO DO HOTEL.
RECEPCIONISTA - |
Boa tarde. O senhor tem reserva ? |
LEONARDO - |
Não... nesta época do ano... |
RECEPCIONISTA - |
Desculpe senhor... mas esta semana estamos com duas convenções de grandes empresas e todos os apartamentos estão tomados. |
LEONARDO - |
Eu quero ficar neste hotel. Tenho certeza que existe um apartamento sobrando. Posso falar com o gerente? |
RECEPCIONISTA - |
Pois não, senhor... |
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A RECEPCIONISTA FAZ UM SINAL DISCRETO PARA O GERENTE QUE SE APROXIMA SOLÍCITO. NESTE MESMO MOMENTO APROXIMA-SE DO BALCÃO UMA MULHER LOIRA EXTREMAMENTE BONITA E VISTOSA.
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Este senhor quer se hospedar mas não tem reserva... |
LEONARDO - |
(ARROGANTE) Não tenho reserva mas tenho dinheiro. |
A MULHER LOIRA OLHA PARA LEONARDO, QUE NÃO PERCEBE.
GERENTE - |
Então o senhor gostaria da suite presidencial... É a única vaga que temos. |
LEONARDO - |
Era tudo o que eu queria. |
A MULHER LOIRA ENTREGA SUA CHAVE PARA A RECEPCIONISTA E SAI DE CENA. O GERENTE FAZ SINAL PARA QUE A RECEPCIONISTA ATENDA LEONARDO. CORTE PARA A CENA 05.
CENA 05 - LEONARDO CHEGA À SUITE. DÁ UMA GORJETA AO CARREGADOR E DISPENSA-O. OLHA DETALHADAMENTE A SUNTUOSIDADE DA SUITE. SORRI. COLOCA A PASTA COM O DINHEIRO CUIDADOSAMENTE SOB A CAMA. JOGA-SE DE COSTAS PARA A CAMA E PERMANECE ASSIM POR ALGUNS INSTANTES. FLASH BACK DOS ÚLTIMOS INSTANTES DA REUNIÃO DO DIA SEGUINTE. ELE ASSINANDO A PROCURAÇÃO COM O IRMÃO E O PAI, QUE DEPOIS DE ASSINAREM E APERTAREM FRIAMENTE A MÃO DE LEONARDO, SAEM DA SALA E LEONARDO OUVE AS ÚLTIMAS PALAVRAS DO ADVOGADO.
ADVOGADO - |
Está tudo certo, Sr. Leonardo. Eu vou cuidar do distrato, e tenha certeza de que tudo sairá de acordo com o que o sr. quer. Só existe um problema... O dinheiro somente poderá ser liberado em sua totalidade quando tudo estiver concluído. |
LEONARDO - |
Mas meu pai falou que liberaria hoje o dinheiro ! |
ADVOGADO - |
Eu sei. Ele ficou muito chateado quando soube que isso não poderia ser feito. Mas o senhor há de convir que é muito dinheiro. Estamos estimando que seja algo em torno de cinco milhões de dólares... é muito dinheiro mesmo !!! |
LEONARDO - |
Eu já tenho viagem marcada para hoje ! Preciso de dinheiro ! |
ADVOGADO - |
Seu pai pensou nisso. Cem mil está bom hoje ? ( DIZENDO ISSO, O ADVOGADO TOMA DE UMA PASTA QUE SE ENCONTRA SOB A MESA, E ABRINDO-A APRESENTA A QUANTIA PROPOSTA, EM ESPÉCIE ) |
LEONARDO - |
( PEGA A PASTA FECHANDO-A ) Para hoje está bem... e o resto ? |
ADVOGADO - |
Nos próximos 15 ou 30 dias... |
LEONARDO - |
É muito tempo, peça que libere pelo menos 30% disso até a semana que vem. |
CORTE ESMAECENDO A IMAGEM E RETORNANDO A SUITE DO HOTEL. LEONARDO PEGA O TELEFONE E DISCA.
LEONARDO - |
Alô ... boa tarde.. Por favor poderia providenciar um litro de Chivas e um balde de gelo para a suite presidencial ? |
CORTE FECHANDO EM CLOSE DE LEONARDO E CONGELANDO A IMAGEM.
CENA 06 - CLOSE DOS OLHOS DA LOIRA. CÂMERA VAI ABRINDO, MOSTRANDO QUE OS OLHOS DELA PROCURAM LEONARDO. ESTÃO EM LADOS OPOSTOS NA PISCINA. ELA ESTÁ COM QUATRO HOMENS E DUAS MOÇAS TODOS CONVERSAM ANIMADAMENTE. LEONARDO A NOTA.. ELA O OLHA DISCRETAMENTE POR DUAS VEZES. ELA LEVANTA E VAI ATÉ O BAR DA PISCINA. ELE VAI TAMBÉM. ELE PÁRA ATRÁS DELA NO BALCÃO. ELA PEDE UMA CAIPIRINHA DE VODKA PARA O GARÇON.
LEONARDO - |
Duas, garçon, por favor. |
A LOIRA VIRA-SE RAPIDAMENTE.
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Prazer em conhece-la. Meu nome é Leonardo. |
LUCIA - |
( SORRINDO E ESTENDENDO A MÃO PARA ELE) Lucia... |
ELES SENTAM-SE NOS BANCOS DO BAR.
LEONARDO - |
Você acredita em amor à primeira vista ?. |
LUCIA - |
( RINDO) Não... é claro que não. |
LEONARDO - |
Eu também não. E isso é um bom motivo para que a gente se conheça melhor. ( PEGANDO A MÃO ESQUERDA DELA) Eu já tomei o cuidado de ver que você não é casada... |
LUCIA - |
( RINDO AINDA MAIS) Puxa.. você não perde tempo.... |
LEONARDO - |
Time is money... ( OLHA PARA A MESA ONDE ESTÃO OS AMIGOS DE LUCIA ) Você tem companhia agora... mas e à noite? Será que poderíamos sair para jantar ? |
LUCIA - |
(PAUSA - SORRINDO E APENAS OLHANDO NOS OLHOS DE LEONARDO) Infelizmente hoje não posso.... já marcamos de sair e eu não gostaria de desapontar meus amigos... |
LEONARDO - |
( FINGE TRISTEZA )É uma pena... |
LUCIA - |
Não fique triste... Olha, tive uma idéia... Por que você não vem com a gente ? (PAUSA - LEONARDO FICA PENSATIVO) Vamos ? Vamos nos divertir bastante ! (PEGA A MÃO DE LEONARDO E PUXA-O EM DIREÇÃO AO GRUPO DE AMIGOS) Venha... vou te apresentar pro pessoal ! |
O GRUPO CONVERSA ANIMADAMENTE. QUANDO ELES CHEGAM AO GRUPO, ALGUÉM IMEDIATAMENTE TOMA O COPO DE CAIPIRINHA DA MÃO DE LUCIA E O COPO COMEÇA A RODAR PELO GRUPO. LUCIA FAZ AS APRESENTAÇÕES. ENQUANTO AS APRESENTAÇÕES SÃO FEITAS, O COPO FICA COMPLETAMENTE VAZIO..
LUCIA - |
Pessoal ! Este é o Leonardo... Aquele ali é o Ricardo.. O Alfredo, a Tânia, a Claudia, o Roberto e o Dr. Augusto, que nós chamammos só de Doutor. |
LEONARDO CUMPRIMENTA CADA UM DELES, DE FORMA TRIVIAL.
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O Ricardo, o Alfredo e o Roberto, são donos de uma corretora de valores... O Dr. Augusto tem uma clínica. A Tânia, a Claudia trabalham na Alfa Century que está fazendo seu encontro anual aqui. O Leonardo é.... |
LEONARDO - |
Industrial... sou industrial... ( DIRIGINDO-SE A ALFREDO) vocês tem uma corretora ? Vamos precisar conversar... onde é ? |
ALFREDO - |
Aqui no Rio mesmo... ( RINDO ) mas aqui não falamos de negócio. É um pacto que temos... |
LEONARDO - |
É claro, é claro... Quem sabe outra hora... |
RICARDO MOSTRA O COPO VAZIO PARA LUCIA.
RICARDO - |
Lucia... Olha aqui... Não deu nem para o começo... |
LUCIA - |
Eu pego mais lá . Vamos comigo, Leonardo ? |
LEONARDO ENTREGA SEU COPO, QUE AINDA ESTÁ CHEIO PARA RICARDO.
LEONARDO - |
Fiquem com este aqui... ( PARA LUCIA )Vamos lá. |
LEONARDO E LUCIA RETORNAM PARA O BAR.
LEONARDO - |
Fale de você agora... |
LUCIA - |
De mim ? Bem... Eu sou analista de sistemas em São Paulo. Todos os anos venho passar minhas férias aqui no Rio. Cheguei há uma semana. Vou ficar uns 20 dias... Passa tão rápido! Adoro o Rio ! Adoro os cariocas... são muito desprendidos e alegres! (AFIRMANDO) Você não é carioca. |
LEONARDO - |
Hum, hum... sou paulista. Paulistano da gema. |
LUCIA - |
Eu sabia... Você tem o charme dos paulistas... ( RINDO ) É impossível querer fugir dessa terra... Você roda, roda e sempre encontra alguma coisa ou alguém que de lá. |
LEONARDO - |
Desculpe... mas foi impossível resistir ao seu olhar... você é que é culpada. Agora é tarde demais. E eu não tenho culpa de ser paulista. E como disse Saint Exupery no Pequeno Príncipe, você é responsável por aquilo que cativa... portanto... |
LUCIA - |
( INSINUANTE) Você quer dizer que eu te cativei ? Mesmo ? |
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LEONARDO - |
Completamente. |
LUCIA - |
( MAIS INSINUANTE) Eu já falei de mim... Mas eu não sei ainda quem é esse homem misterioso que eu cativei, com essa misteriosa marca na testa. Quero saber se ele merece realmente que seja responsável por ele... |
LEONARDO - |
Esta é a minha terceira visão... não conte mentiras.. senão ela começa a ficar vermelha. Minha história é curta e simples... Hoje eu sou um homem procurando um novo rumo para minha vida... Até pouco tempo atrás era sócio do m eu pai e do meu irmão de uma ...( CORTE PARA CENA 07)
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PROPAGANDA |
Roteiro de propaganda para produto crédito para aposentados (sugestão com Inesita Barroso). |
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SEQ |
Evento |
Seqüencia |
SET |
01 |
Inesita está sentada numa cadeira de balanço à beira de um rio – tocando seu violão, com uma vara de pescar espetada no chão
Inesita Canta – Eu não quero outra vida pescando no rio de Jereré |
Fade in
Inicia com tomada em Plano Geral pegando primeiro Inesita de costas com travelling até ficar de frente |
EXT/ BEIRA DO RIO |
02 |
Lá do fundo, vem correndo um caipira, desengonçado, segurando o chapéu de palha.
Chega esbaforido
Caipira – Dona Inesita, meu Deus do céu! A senhora num sabe a disgraça!!!
Inesita –Que é qui conteceu, home?
Caipira – Co’a chuva da noite passada, caiu todo o reboque da parede!!!
Inesita –I Chama o Zé Pedrero e manda arrumá!
Caipira – E o dinhero pra mó di compra o materiá e paga o óme?
Inesita –Pra isso o banco xxxx abriu o crédito dos aposentado, ara! É pra hora do sufoco! E eu nem preciso ir lá... Quer ver? É só ligar para 0800-99999999
(PEGA O CELULAR E LIGA) |
Câmera foca sua chegada – close quando ele fala
Plano e Contra-plano
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EXT/ BEIRA DO RIO |
03 |
GERENTE DO BANCO ATENDENDO INESITA NO TELEFONE |
PLANO MÉDIO
NARRAÇÃO SOBRE O PRODUTO EM OFF |
INT/ AGÊNCIA DO BANCO |
04 |
CENAS DO PEDREIRO ARRUMANDO A PAREDE DA CASA E O CAIPIRA OLHANDO |
EXT/ CASA DE CAMPO |
05 |
Inesita está sentada na cadeira de balanço à beira do um rio – tocando seu violão, com uma vara de pescar espetada no chão
Inesita - Na hora do sufoco faça como eu ligue para o Banco XXXXX! 0800-9999
(pisca e Canta )– Não quero outra vida pescando no rio de Jereré
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SAI DE PLANO MÉDIO PARA PLANO GERAL
0800 EM GC
Fade Out |
EXT/ BEIRA DO RIO |
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