novembro 19, 2004

Devaneio

Naquele canto onde me retive,
o teu contorno distinguia flores,
em teu afeto em que não me detive
ouvi teu canto que vertia cores
entre murmúrios e gemidos roucos
um sentimento desbotava dores
jorrava sonhos e amores loucos
me enlouquecendo destilava amores
aprisionei-me em delírios mortos
que escondidos escondiam prantos
naquele gozo que calava os corpos
cortei-me em mil e me tornei em tantos
Eu vi teu riso, teu escárnio solto
Em meu avesso então vesti teu manto
O teu contorno um chorar revolto
O meu destino, me reter num canto

Postado por Nelson Natalino em 04:22 AM