Ao largo vão os caminhos que não me fazem a rota do sentido.
A inquietude atravessa as paredes e vai ter com a rua,
onde um solitário cão adormece até o próximo barulho.
Não ladra, pois não irá me acordar, posto que permaneço insone e inquieto.
Indubitável e insuspeito, roto e rasgado me sei,
mas guardando na alma um resto do efêmero requinte de outrora.
Quem dera fossem caminhos d´além mar.
Eu não estaria aqui, olhando portas fechadas,
desdenhosas gentes, nem caminhos tortos,
copos quebrados ou corpos insatisfeitos.
Há no silêncio um mágico enigma que me condena,
muito embora eu não consiga decrifá-lo.
Resta-me apenas nesta noite,
continuar ouvindo o derradeiro barulho do meu coração
que teima em continuar pulsando...
e pulsa pra valer!