São sete filhos, arre égua esconjuro,
No cemitério atrás do muro
Um sete em sangue apareceu
Dos sete filho o mais novo traz na testa
Um sete escuro que atesta
Que o destino lhe escolheu
Em sete ano, sete mês e sete lua,
O menino foi pra rua
Inté as sete não voltou
Naquela noite, choveu sete tempestade,
Não por gosto ou por vontade, o menino barbeou
Mais sete ano se passaram, com mais sete tava claro
Que algo ia acontecê
Nos outros sete o meninno se fdez home
E sete noite passou fome
Sem vontade de comê
E sete raio, sete estrondo de trovão
Disparô seu coração, quando a lua apareceu
Ninguém rezou as sete reza da paixão
Que liberta o coração de um cabra que encantô
E o pobre moço foi entregue ao destino
Badalaro sete sino, a meia noite anunciou
Ele vagou por sete hora em desespero
Cão–do-mato, home em pêlo
Sete gente ele matô
O desencanto sete encruza,sete vela
sete vida de donzela
ele tinha que pagá
essa procura faz vagá eternamente
Quem sabe até se de repente
Ele não possa lhe encontrá
© by Nelson Natalino - Agosto 2003
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