
Gaúcho de São Leopoldo, o poeta Fabrício Carpinejar é um dos principais destaques da cena poética brasileira contemporânea. Aos 31 anos, ele está lançando seu sexto livro, "Cinco Marias", publicado pela editora Bertrand Brasil, do Rio de Janeiro (RJ). Desde já um dos melhores livros de poesia publicados no Brasil nas últimas duas décadas, o novo trabalho de Carpinejar esbanja astúcia, rigor no trato com a linguagem, exímia sensibilidade e, sobretudo, abertura dialógica.
Não é uma simples reunião de poemas, embora os textos também possam ser lidos de maneira independente. "Cinco Marias", munido de um arsenal onde o poético encontra-se com o prosaico, é, de certo modo, um romance polifônico. Trata-se de um longo poema, formado pelas muitas vozes, femininas, diga-se de passagem, que narram um fato inusitado.
Carpinejar explora ao máximo, nesse livro, um paroxismo que insiste numa conexão com o surreal. As cinco fêmeas do título, uma mãe e quatro filhas, narram, aos poucos, um episódio que poderia muito bem ser incluído nas páginas de uma crônica policial. Ao final do livro, ele mesmo cria a dita história, em uma notícia falsa de jornal.
As cinco Marias enterraram o corpo do pai e esposo em um terreno baldio nos fundos de sua casa. Presas pela polícia, todas elas negam o fato, garantindo que apenas haviam sepultado a biblioteca paterna. Um laudo do Instituto Médico Legal aponta que a vítima havia falecido de morte natural. Então, quais seriam as razões da ocultação daquele cadáver?
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Cláudia Letti falou em seu post: -sim, eu tenho uma filha escritora Marina sempre gostou de escrever, desde muito pequena - quando saíamos à noite e era preciso levá-la junto, ela não se aborrecia, de lápis e caderno na mão produzia nas mesas dos bares e restaurantes contos comicamente trágicos ou poemas dramáticos. De lá pra cá ela cresceu (e como!) e tem escrito muito e sempre mais.
Torniquete, que conta a história de oito adolescentes tendo como personagem principal uma menina paranormal, é o primeiro livro impresso (embora não seja seu primeiro livro escrito) e dele fizemos uma pequena edição pra distribuir aos parentes e amigos, porque é assim que se incentiva e é assim que se começa.
Estou transbordando de orgulho de ser a mãe dessa menina, que aos 13 anos já é uma escritora.
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Edição Limitada - não colocada à venda