Radialista, atriz, redatora, jornalista, ela fez de tudo nos primeiros anos da televisão. Recentemente, encontrou fôlego para novas empreitadas: a criação da Associação dos Pioneiros e Incentivadores da Televisão Brasileira (Pró-TV), a idealização do Museu da Televisão Brasileira e da Academia Brasileira de Televisão (ainda não concretizados) e o esforço pela fixação do dia 18 de setembro como Dia da Televisão Brasileira, que se tornou oficial.
A atriz começou no rádio, em 1944, aos 15 anos. Foi locutora, redatora, radioatriz. Teve sucesso tremendo com um programa chamado Tribunal do Coração, onde dramatizava casos de que a Justiça iria tratar — o programa foi parar na televisão, que conquistou a mineira criada em São Paulo. Na tevê, ela fez teleteatro, deu o tão falado primeiro beijo, inventou programas interativos, participou de todas as fases desta história audiovisual.
Tornou-se uma das estrelas dos primeiros dez anos da Tupi. Mas soube dividir o tempo entre o trabalho e a família: casou-se com um italiano, teve dois filhos, cuidava da mãe viúva. Colecionou amizades no meio artístico e, durante vinte anos, foi presença constante na telinha, trabalhando também em outras emissoras, como a Record e a Gazeta.
É dententora de uma lista de feitos pioneiros. Além do primeiro beijo, Vida deu o primeiro beijo homossexual (aliás, dois beijos, em Laura Cardoso, na peça Entre Quatro Paredes, de Sartre e em Geórgia Gomide, em Calúnia); foi a primeira mulher a dirigir, a primeira artista a ser presa pelas forças da ditadura, a primeira a fazer uma excursão internacional (em 1959), a primeira a aparecer num programa em cores....
|